A nova temporada da antologia Monstro, disponível na Netflix, apresenta a história de Lizzie Borden, mulher que se tornou a principal suspeita pelas mortes do pai e da madrasta nos Estados Unidos. A produção é a primeira da série a ter uma protagonista feminina e sucede os capítulos sobre Jeffrey Dahmer, os irmãos Erik e Lyle Menendez e Ed Gein.
Lizzie nasceu em 19 de julho de 1860, em Fall River, Massachusetts. Ela cresceu em uma família de classe média alta, sob a rigidez moral e religiosa da era vitoriana. A relação com o pai, o empresário Andrew Borden, e com a madrasta, Abby Borden, era marcada por dificuldades.
O crime e o julgamento
Na manhã de 4 de agosto de 1892, Andrew e Abby foram encontrados mortos dentro de casa. Andrew, que tinha 70 anos, sofreu golpes de machado no rosto. Abby foi atacada primeiro e localizada no quarto de hóspedes.
A investigação se concentrou em Lizzie, que estava na residência no momento dos assassinatos. A única outra pessoa presente era a empregada Bridget Sullivan, que afirmou ter dormido durante o crime. Entre os elementos considerados suspeitos estavam a compra de ácido no dia anterior, contradições nos depoimentos e a queima de um vestido logo depois das mortes.
As evidências, porém, eram circunstanciais. No julgamento, realizado em 1893, a imprensa transformou o caso em um espetáculo nacional. Lizzie foi absolvida, em parte porque não havia provas concretas suficientes. A arma usada nunca foi encontrada, e os exames forenses da época eram rudimentares.
Vida após a absolvição
Apesar de não ter sido presa, Lizzie continuou sendo tratada com desprezo e desconfiança pela comunidade de Fall River. Ela se mudou com a irmã para uma mansão chamada Maplecroft, também na cidade, e as duas viveram isoladas por décadas.
Lizzie morreu em 1927, aos 66 anos, vítima de pneumonia. O túmulo dela permanece em Fall River e se tornou um ponto de peregrinação para curiosos e fãs de histórias macabras.







