Antes de escolher um cosmético para clarear a pele, é preciso identificar o que está causando a alteração. A farmacêutica Marina Cristofani alerta que nem toda área escurecida deve ser tratada como mancha e que o resultado depende da formulação, da concentração e do tipo de pigmentação.
O papel dos diferentes ativos
Na avaliação de Marina, a niacinamida se destaca entre os ingredientes voltados para a pigmentação. Ela pode ser usada sozinha, mas tende a ter melhor desempenho quando aparece ao lado de outros componentes. “Eu gosto muito da niacinamida, eu acho que ela sozinha já é um bom clareador”, afirmou a especialista.
Estudos compararam niacinamida a 4% e hidroquinona a 4% em casos de melasma. Os dois grupos apresentaram melhora da pigmentação. Entre as opções citadas está o Melan-Off B3, da Adcos, que reúne 10% de niacinamida e 5% de ácido tranexâmico. O Discoloration Defense, da SkinCeuticals, combina niacinamida, ácido tranexâmico, ácido kójico e HEPES.
O ácido tranexâmico também foi considerado um ativo de destaque. Para Marina, seu desempenho pode ser favorecido por uma substância que aumente a permeação pela pele. “Eu acho o ácido tranexâmico bom, ele pode ser excelente se ele estiver com o aumentador de permeação cutânea na formulação dele”, disse.
O ingrediente está presente no Melan Tran3X Concentrate, da Mesoestetic, e também no Melan-Off B3.
Ácidos e retinoides têm funções diferentes
Na análise, o ácido glicólico não foi classificado como clareador isolado, porque atua principalmente na esfoliação. A combinação com outros ativos pode fazer mais sentido, como ocorre no sérum Glycolic Bright, da L’Oréal Paris.
O ácido mandélico recebeu uma avaliação parecida quando usado sozinho. Ele promove esfoliação superficial, embora estudos sobre peelings indiquem aplicações em tratamentos de hiperpigmentação.
Os retinoides ficaram em uma faixa intermediária. Eles aceleram a renovação celular e podem contribuir para a eliminação de melanina, mas não interrompem diretamente a produção da pigmentação.
A escolha, portanto, não deve considerar apenas o nome do ativo no rótulo. A origem da alteração, a composição do produto e a rotina de cuidados também entram nessa decisão. Para Marina, tratar a pele sem entender a causa pode levar à escolha de uma estratégia inadequada.







