Tudo o que está em cena
TV

Dez canais que marcaram a TV brasileira antes de sair do ar

De pioneiras como TV Tupi e Excelsior a projetos recentes, emissoras desapareceram após crises, disputas e mudanças no setor.

A televisão brasileira já teve emissoras pioneiras, redes regionais, canais voltados ao público jovem e projetos dedicados às vendas diretas. Ao longo das décadas, esses empreendimentos deixaram de existir por motivos como problemas administrativos, dívidas, disputas judiciais, decisões do governo federal e mudanças no mercado.

As primeiras redes a desaparecer

A TV Tupi foi inaugurada por Assis Chateaubriand em setembro de 1950 como a primeira emissora de televisão da América Latina. Depois de liderar a audiência por décadas, enfrentou dificuldades administrativas e um endividamento trabalhista generalizado. Em julho de 1980, o governo federal cassou as concessões de sinal da rede, que saiu do ar.

A Rede de Emissoras Unidas também integrou os mercados de São Paulo e do Rio de Janeiro na década de 1950. O projeto terminou em 1967, depois de desentendimentos comerciais entre as diretorias das redes parceiras que formavam o bloco de transmissão.

Já a TV Excelsior ganhou espaço na década de 60 com telenovelas diárias e grandes festivais de música popular brasileira. Incêndios em seus estúdios, dificuldades financeiras e atritos políticos com o regime militar levaram a uma intervenção estatal. A emissora fechou as portas em 1970.

Crises que mudaram o mapa da TV aberta

Fundada por Adolfo Bloch em 5 de junho de 1983, a Rede Manchete se destacou com Pantanal e Dona Beija e também teve uma programação infantil apresentada por Angélica e Xuxa. O acúmulo de dívidas levou a empresa à falência. Em meio a salários atrasados, funcionários e sindicalistas ocuparam os transmissores da torre do Sumaré. Após tentativas frustradas de venda para investidores estrangeiros, a estrutura restante foi transferida em 1999 para os responsáveis pela criação da RedeTV!.

A Rede OM, lançada na década de 80, contratou Galvão Bueno em 1992 para comandar transmissões de futebol e da Copa Libertadores da América. No ano seguinte, o fundador José Carlos Martinez foi citado em CPIs ligadas ao caso PC Farias. A repercussão afastou anunciantes, provocou demissões e gerou processos trabalhistas. Em maio de 1993, a rede mudou de nome e passou a usar a marca CNT.

A TV Jovem Pan começou em setembro de 1991, no canal 16 UHF, com tecnologia japonesa e uma torre de transmissão na Avenida Paulista. Disputas judiciais entre acionistas e uma CPI aberta em 1992 para investigar fraudes e sonegação fiscal afetaram a emissora. Sem recursos para continuar, os proprietários venderam a estrutura física para a Record em 1995.

Projetos que tiveram vida mais curta

O canal 16 UHF recebeu anos depois o Shop Tour, marca de vendas diretas liderada pelo empresário Luiz Galebe. O formato de anúncios rápidos e ofertas de varejo funcionou por mais de uma década, mas o projeto terminou após polêmicas familiares nos tribunais. Galebe também enfrentou um processo movido por sua ex-esposa e ex-sócia, Tina. Condenações e indenizações superiores a 800 mil reais, somadas às dívidas, levaram à retirada gradual do canal do ar até a extinção total em 2010.

A Rede Mulher foi inaugurada em agosto de 1994, a partir de uma proposta que já existia na Rádio Mulher. A programação reunia atrações sobre bem-estar e saúde, com nomes como Solange Frazão. Em 1999, a Igreja Universal do Reino de Deus adquiriu o canal e promoveu mudanças na linha editorial. A emissora foi desativada para a estreia da Record News em 27 de setembro de 2007.

A MTV Brasil estreou em 20 de outubro de 1990 em uma parceria entre o Grupo Abril e a Viacom. Astrid Fontenelle apresentou o primeiro videoclipe da emissora, que ficou conhecida pelos VJs e pelos Acústicos MTV. Com as transformações do mercado fonográfico e o crescimento da internet, a manutenção da marca se tornou inviável. Os direitos de transmissão retornaram à Viacom em 30 de setembro de 2013, encerrando a presença do canal no sinal aberto.

A TVE Brasil operava no Rio de Janeiro desde 1975 com conteúdo cultural, educativo e pedagógico voltado a complementar o ensino público. Sua trajetória independente terminou em 2007, quando um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reformulou a estrutura de comunicação do governo federal. A fundação responsável pela emissora foi extinta, e seu patrimônio técnico e humano foi absorvido pela TV Brasil.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5