Cinco nomes conhecidos da teledramaturgia brasileira tiveram a relação com a Globo encerrada depois de disputas contratuais, processos judiciais ou episódios que repercutiram publicamente. Entre eles estão Carolina Ferraz, Maitê Proença, Pedro Cardoso, Lucy Mafra e Desirée Vignolli.
Disputas trabalhistas
Carolina Ferraz deixou a emissora em 2017, depois de atuar em produções como Por Amor e Avenida Brasil. Na Justiça do Trabalho, ela pediu o reconhecimento de vínculo empregatício pelo regime CLT e o pagamento de direitos trabalhistas. A atriz trabalhava por meio de contrato de pessoa jurídica (PJ).
O Supremo Tribunal Federal negou o pedido e considerou legal o modelo de contratação por prestação de serviços. Depois de sair da dramaturgia, Carolina comandou o jornalístico Domingo Espetacular, na Record. Ela também declarou que não tinha interesse em voltar a atuar em novelas. Atualmente, trabalha como empresária e criadora de conteúdos audiovisuais.
Maitê Proença foi desligada em 2016, após quase quatro décadas na empresa. A atriz afirmou que soube da demissão por notícias da imprensa e entrou com uma ação para cobrar uma indenização estimada em R$ 500 mil por direitos trabalhistas que não teriam sido pagos.
Em entrevistas, Maitê relatou episódios de assédio nos bastidores ao longo da carreira. Longe da TV aberta, ampliou sua atuação em plataformas de streaming e concluiu gravações em Portugal para a série Impuros, da Disney+. Ela também planeja voltar aos palcos de teatro. O processo continua em andamento, com as partes apresentando manifestações.
Saídas marcadas por conflitos
Pedro Cardoso encerrou um vínculo de quase 30 anos com a Globo após interpretar Agostinho Carrara em A Grande Família. Depois da saída, o ator passou a criticar a política editorial e comercial da emissora.
Morando em Portugal, Pedro declarou que se considera um opositor à postura corporativa da empresa. Para ele, a emissora não valoriza nem oferece autonomia suficiente aos criadores de conteúdo.
Lucy Mafra teve a carreira interrompida em 2005, durante as gravações de América. Uma camareira a acusou, nos bastidores, de furtar pertences e dinheiro de colegas do elenco. A atriz negou as acusações, mas foi afastada da novela.
Segundo o relato apresentado, Lucy deixou de participar de produções televisivas, enfrentou dificuldades financeiras e passou por uma depressão profunda. Ela morreu em dezembro de 2014, sem que fosse apresentada nenhuma prova formal contra ela.
Desirée Vignolli, conhecida por trabalhos como Que Rei Sou Eu?, deixou de receber papéis fixos desde meados dos anos 1990. Em 1999, chegou a ser escalada para a minissérie Chiquinha Gonzaga, mas foi retirada da produção depois de ser presa pelo furto da bolsa de uma colega em uma academia.
Em depoimento à polícia, a atriz justificou o ato pelo desespero financeiro provocado por dívidas acumuladas. Afastada do meio artístico, Desirée morreu em janeiro de 2018, aos 52 anos, vítima de um infarto fulminante.







