RIO DE JANEIRO — João Victor Gonçalves, intérprete de Mau Mau em Quem Ama Cuida, recebeu mensagens de apoio depois de ser seguido, filmado e hostilizado por um criador de conteúdo conhecido como GH. O episódio aconteceu na madrugada desta sexta-feira (4) para sábado (5), quando o ator chegava ao Rock in Rio, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
A abordagem ocorreu por volta das 22h30, após João Victor sair das gravações da novela e seguir para o festival, onde faria uma entrega comercial. O vídeo publicado nas redes sociais viralizou. Depois, o ator afirmou que só conseguiu compreender a dimensão do que havia acontecido ao chegar em casa.
“Na hora, eu me senti muito acuado”, contou João Victor, que descreveu a situação como uma violência e um ataque homofóbico. Ele também disse que estava preocupado com a própria segurança e tentou acelerar o passo para deixar o local.
Na manhã deste sábado, GH publicou um vídeo pedindo desculpas pelo comportamento. João Victor comentou a retratação e afirmou que o caso não será deixado para trás. O ator também relacionou o episódio à realidade vivida por mulheres, homens gays e pessoas trans que passam por situações semelhantes sem a mesma visibilidade.
O intérprete ainda fez uma conexão entre o ataque e Mau Mau, personagem que enfrenta a homofobia estrutural na trama das 21h. João Victor afirmou que recebeu apoio de sua rede e agradeceu o carinho dos fãs e seguidores.
Solidariedade nas redes
Gil do Vigor publicou um vídeo em defesa do ator e declarou que a homofobia e a discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero são crimes enquadrados na Lei do Racismo. “Homofobia não é entretenimento, é crime”, afirmou o apresentador e economista.
Uma atriz também condenou a atitude de hostilizar alguém por likes e disse estar ao lado de João. Pedro Alves, que interpreta Fernando na novela, afirmou que ridicularizar e menosprezar uma pessoa não pode ser tratado como entretenimento.
Casos de ataque homofóbico, transfóbico ou racista podem ser denunciados pelo Disque 100. Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.







