Projetos de novelas assinados por autores conhecidos foram interrompidos pela Globo antes de chegar à televisão. As decisões envolveram mudanças de faixa, custos de produção, divergências criativas e avaliação sobre o tom adequado para o público.
Um dos casos é O Selvagem da Ópera, de Maria Adelaide Amaral. A história sobre o compositor Carlos Gomes foi concebida inicialmente como uma supersérie para o horário das 23h. Depois, a emissora definiu que a obra deveria ser adaptada para a faixa das 18h, o que provocou impasses criativos e levou ao cancelamento do projeto de época.
Projetos interrompidos
Também ficou pelo caminho Feira das Vaidades, baseada em um clássico literário. Gilberto Braga já havia escrito cerca de 80 capítulos quando a Globo descartou a produção. O custo dos figurinos foi considerado incompatível com o orçamento da faixa das 18h.
A autora Glória Perez teve cancelada a sinopse de Rosa dos Ventos, centrada no tema do aborto. O projeto enfrentou impasses com a direção da emissora e foi encerrado definitivamente em 2025. Depois disso, a autora decidiu terminar seu contrato de longa data com a Globo.
Outro projeto barrado foi uma novela de Mauro Wilson sobre uma vítima de violência doméstica que buscava refúgio em uma comunidade. Como a emissora exigia uma abordagem mais leve para o horário das 19h, a história foi considerada pesada demais.
Outras histórias que não chegaram ao ar
Miguel Falabella chegou a planejar Escândalo, trama sobre um jornal decadente em busca de manchetes destruidoras. A obra fazia parte do conjunto de sinopses que não avançaram para a produção.
A lista inclui ainda O País da Alice, de Lícia Manzo. A novela acompanharia uma musicista criada na Europa que retornava ao Brasil, mas acabou cancelada enquanto aguardava espaço na faixa das 18h. O horário foi ocupado por No Rancho Fundo.
Uma sinopse de Maurício Gyboschi ambientada no universo sertanejo também não recebeu a aprovação final da diretoria de dramaturgia da Globo.







