O São Paulo negocia a rescisão dos contratos de Cédric Soares e Enzo Díaz, mas ainda não chegou a um acordo com os dois jogadores. Fora dos planos da comissão técnica, os laterais não treinam com o elenco principal e aguardam uma definição sobre o futuro profissional.
A diretoria apresentou propostas oficiais para encerrar os vínculos antes do prazo. A estratégia previa resolver pendências financeiras e reduzir o impacto dos contratos na folha salarial do clube. As conversas, porém, travaram por causa da diferença entre os valores oferecidos e as quantias exigidas pelos atletas.
Situação de Cédric Soares
Cédric Soares foi comunicado durante a pausa do calendário para a Copa do Mundo de que não seria mais utilizado na sequência das competições. O lateral direito recebe aproximadamente 700 mil reais por mês, valor que dificultou o interesse de equipes das Séries A e B.
O São Paulo propôs pagar pendências de direitos de imagem e os salários previstos até dezembro de 2026. O jogador recusou a oferta. Como o contrato é válido até dezembro de 2027, Cédric exige o pagamento integral do período restante do vínculo.
A diretoria também avaliou alternativas como a liberação sem cobrança de multas para o novo clube, um empréstimo com o time interessado assumindo todos os salários ou um acordo em que o São Paulo mantivesse parte dos pagamentos mensais. Nenhuma das opções avançou.
Pendências com Enzo Díaz
Enzo Díaz perdeu espaço por questões técnicas e pelo aumento da concorrência no setor defensivo. A comissão técnica avaliou negativamente a intensidade do jogador nos treinamentos.
A situação também foi afetada pela insatisfação do empresário com atrasos em pagamentos de luvas contratuais e direitos de imagem. Para encerrar a pendência, o clube ofereceu quitar os valores até o fim de 2026, mas o atleta rejeitou a proposta.
O lateral tem contrato garantido até dezembro de 2028, o que ampliou a distância entre a oferta apresentada pelo São Paulo e o valor solicitado para a rescisão.







