SÃO PAULO — A Superbet pode deixar de patrocinar o São Paulo após o governo federal publicar, nesta sexta-feira (25), uma Medida Provisória que proíbe apostas de quota fixa no Brasil. A empresa já havia avisado ao clube que poderia rescindir o contrato caso esse tipo de operação fosse proibido.
Ainda não há confirmação pública de encerramento do vínculo. A continuidade da parceria dependerá da análise das cláusulas do acordo e dos efeitos jurídicos da nova regra.
Como funciona o contrato
Renovado em abril de 2025, o contrato entre São Paulo e Superbet vai até o fim de 2030, ano do centenário do clube. O valor total pode alcançar aproximadamente R$ 1 bilhão, condicionado ao cumprimento de metas esportivas.
A parcela fixa prevista é de R$ 680 milhões. Outros R$ 388 milhões estão ligados ao desempenho da equipe e a objetivos estabelecidos no acordo, incluindo premiações por títulos nacionais e internacionais.
A parceria também envolve propriedades comerciais do clube. O Centro de Treinamento da Barra Funda passou a ser chamado de SuperCT, e a marca ganhou espaço em propriedades relacionadas ao avião usado pela delegação.
A Superbet ainda participou da operação que ajudou o São Paulo a contratar o meia Oscar. Na ocasião, o CEO Alexandre Fonseca declarou que a empresa estava aberta a apoiar iniciativas ligadas ao desenvolvimento do futebol.
O que muda com a medida
Com a publicação da MP, novos aportes nas plataformas de apostas foram proibidos. Os usuários terão até 5 de outubro para retirar voluntariamente os saldos, enquanto sites e aplicativos deverão sair do ar a partir de 6 de outubro.
O São Paulo agora terá de avaliar se mantém, revisa ou encerra o acordo. Uma eventual interrupção pode afetar receitas planejadas até 2030 e exigir negociações sobre as propriedades comerciais associadas à Superbet. A parceria, que poderia movimentar até R$ 1 bilhão, passou a depender do novo cenário regulatório.







