Augusto Cury (Avante) questionou a trajetória empresarial de Flávio Bolsonaro (PL), mas afirmou que espera receber o apoio do senador caso os dois disputem um eventual segundo turno. A declaração foi dada em entrevista nesta segunda-feira (7).
Ao comparar os próprios negócios com os de Flávio, Cury mencionou investimentos em indústria de biotecnologia, empresas de energia renovável e terras raras. Na avaliação do escritor, o senador teria criado uma empresa de chocolate e não poderia ser considerado capitalista da forma como muitas pessoas acreditam. “O Flávio Bolsonaro não é capitalista, como você acredita”, disse.
Cury também afirmou que, em uma disputa direta entre os dois, Flávio provavelmente teria de apoiá-lo. O escritor não revelou qual candidato escolheria caso não avançasse ao segundo turno. Ele declarou, no entanto, que gostaria de enfrentar o presidente Lula, do PT, por considerar que o governo atual responde por números que precisam ser questionados.
Relação com os Estados Unidos
Sobre Donald Trump, Cury destacou a inteligência e o histórico empresarial do presidente dos Estados Unidos, mas avaliou que as tarifas aplicadas aos produtos brasileiros prejudicaram o Brasil. Para o escritor, Trump agiu de maneira impulsiva ao adotar a medida.
Cury defendeu uma relação de cooperação entre os dois países e citou a possibilidade de parceria com o FBI. Ao mesmo tempo, rejeitou qualquer intervenção estrangeira em território brasileiro e disse que o país deve preservar a própria soberania. “Nós temos que ter a melhor parceria com o Trump, mas não podemos ser subservientes”, afirmou.







