Cerca de 180 alunos retomaram as aulas depois que famílias deixaram a Reserva do Ligeiro, em meio a um conflito interno na aldeia. Durante o primeiro semestre de 2024, os estudantes precisaram sair da escola ocupada e recorrer a aulas on-line e a outros espaços do município.
As famílias que estavam na escola deixaram a reserva após divergências com o atual cacique. Por determinação judicial, elas foram levadas para uma propriedade privada em Tapejara. A Prefeitura de Charrua vai pagar o aluguel por um mês. Depois desse período, a responsabilidade será da Funai e do Governo Federal.
Denúncias feitas por indígena
Cléber, um dos indígenas que saíram da reserva, afirmou que famílias foram expulsas por discordarem de práticas que, segundo ele, violariam direitos do povo dentro da aldeia. Entre os relatos estão a extração ilegal de recursos e a presença de tráfico de drogas na área.
O indígena também disse que haveria duas “bocas de fumo” dentro da reserva, com participação de não indígenas. Segundo Cléber, a situação estaria relacionada a episódios de violência e roubos entre os moradores. Ele afirmou que sonha em voltar a viver na terra onde nasceu.
A Prefeitura de Charrua confirmou que as aulas foram normalizadas, mas destacou a preocupação com o prejuízo dos alunos durante o primeiro semestre. O atual cacique da Reserva do Ligeiro foi procurado, mas não retornou até a publicação das informações.







