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Café estimula, mas não substitui refeições, alerta nutricionista
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Café estimula, mas não substitui refeições, alerta nutricionista

Cafeína aumenta o estado de alerta, mas os efeitos da bebida variam e os complementos podem elevar o valor calórico.

O café pode aumentar a sensação de disposição, mas não substitui uma alimentação adequada. A cafeína age no sistema nervoso central, elevando o estado de alerta e podendo favorecer a atividade mental e física. A resposta, porém, varia entre as pessoas.

A explicação é da nutricionista Cristiane de Oliveira, coordenadora do curso de Nutrição da Afya Araguaína. Ela afirma que, quando consumido puro, o café apresenta baixo valor calórico. O aumento das calorias ocorre principalmente por causa dos ingredientes adicionados à bebida.

Açúcar, leite, creme de leite, chocolate, chantili e óleo de coco estão entre os itens que podem modificar o valor nutricional do café. Por isso, a escolha e a quantidade dos complementos devem levar em conta as necessidades e os objetivos de cada pessoa.

Efeito no intestino

Em algumas pessoas, o café também pode estimular o funcionamento do intestino. A cafeína atua no sistema digestório e pode provocar vontade de evacuar, especialmente após o consumo pela manhã. Esse efeito não aparece da mesma forma para todos, já que há pessoas mais sensíveis e outras que não percebem a mesma reação.

Mesmo assim, a bebida não deve ser tratada como laxante nem usada como solução para a constipação intestinal. “A gente não indica café para melhorar o funcionamento do intestino”, explicou Cristiane. Para esse cuidado, é necessário considerar a alimentação, o consumo de água e a saúde intestinal como um todo.

Café não deve ocupar o lugar da comida

A nutricionista também chama atenção para o hábito de passar a manhã ou a tarde tomando várias xícaras de café adoçado no lugar de refeições. Além de não fornecer uma alimentação completa, essa prática pode aumentar bastante o consumo de açúcar.

A ingestão frequente de café com açúcar, especialmente quando associada ao sedentarismo e a outros fatores de risco, pode favorecer alterações metabólicas. Entre elas estão diabetes, pré-diabetes e mudanças nas gorduras do sangue, principalmente em pessoas com predisposição genética.

O cuidado central é manter equilíbrio e distribuir os nutrientes adequadamente ao longo da alimentação. Como qualquer outro alimento, o café, sozinho, não resolve nem agrava uma condição. A bebida faz parte da rotina e da cultura de muitas pessoas, mas seus efeitos dependem da quantidade consumida, dos acompanhamentos e das características de cada indivíduo.

O Dia Internacional do Café, celebrado em 1º de outubro, reforça a oportunidade de conhecer melhor a bebida e os cuidados relacionados ao consumo.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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