Ronaldo Caiado defendeu nesta sexta-feira (4) que informações sobre acusações envolvendo seu candidato a vice, Gilberto Kassab, sejam abertas e investigadas pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal. O candidato à Presidência da República pelo PSD afirmou que a apuração deve indicar se os fatos apresentados por Daniel Vorcaro são compatíveis com a realidade.
Vorcaro, fundador do Banco Master, está preso no âmbito das investigações sobre fraudes na instituição. Em uma proposta de delação premiada, ele afirmou que os R$ 5 milhões doados oficialmente às campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro teriam sido contrapartidas financeiras de um suposto ajuste indevido envolvendo Kassab.
Kassab negou as acusações. Caiado ressaltou que seu vice e Tarcísio também rejeitaram as afirmações, mas disse que as negativas não encerram a necessidade de investigação.
Durante uma sabatina, o candidato afirmou: “Tem que abrir todas as informações, e tanto ele quanto o Tarcísio já negaram”. Na sequência, defendeu que a Polícia Federal e o Supremo identifiquem se houve alguma irregularidade.
Defesa de sigilo aberto
Questionado diretamente se o caso deveria ser investigado, Caiado respondeu que sim e disse que não deve haver tratamento diferente conforme a pessoa envolvida. Para ele, a análise precisa se concentrar nos fatos, e não apenas nas declarações dos acusados.
O candidato também afirmou que a Polícia Federal deve concluir o levantamento dos dados para esclarecer o que ocorreu. Caiado defendeu que informações mantidas sob sigilo sejam divulgadas antes das eleições, para que os eleitores conheçam eventuais acusações relacionadas aos candidatos.
Segundo ele, uma pesquisa recente apontou que 75% dos eleitores mudariam o voto ao saber do envolvimento de seus candidatos. Caiado disse que a falta de acesso a essas informações poderia fazer com que o resultado das eleições não correspondesse à vontade do eleitor.
Crédito consignado em Goiás
Na mesma sabatina, Caiado foi questionado sobre a ampliação do limite para crédito consignado durante seu governo em Goiás. Ele negou que uma mudança na legislação estadual tenha sido feita para beneficiar o Banco Master.
O presidenciável afirmou que a regra alcançava todas as instituições habilitadas a oferecer crédito aos servidores.







