Sofás, almofadas, sapatos e outros objetos podem virar alvo da mastigação dos cães, especialmente quando eles ficam sozinhos. Uma revisão publicada na revista científica Frontiers in Veterinary Science aponta que roer é uma necessidade comportamental importante para esses animais. Quando ela não é atendida, o cachorro pode direcionar o comportamento para itens inadequados.
A destruição não deve ser associada automaticamente à desobediência ou a uma suposta vingança pela ausência do tutor. Excesso de energia, tédio, falta de estímulos e dificuldade para lidar com a solidão estão entre as possibilidades citadas por Beatriz França, especialista em comportamento animal e fundadora da Creche Escola BFA, no Brasil, e da PETland BFA, em Miami.
“Precisamos olhar para o contexto”, explica Beatriz. Para identificar o que pode estar acontecendo, é importante observar se o cão estava sozinho, se gastou energia, se tinha estímulos disponíveis e se houve mudança no padrão de comportamento.
Sete formas de lidar com a destruição
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Estimular corpo e mente: passeios, brincadeiras, atividades de aprendizagem, momentos para farejar, busca de objetos e brinquedos interativos ajudam a reduzir tédio e frustração. O cachorro precisa gastar energia física e também usar o cérebro.
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Observar quando o problema aparece: se a destruição ocorre principalmente na ausência do tutor, pode haver dificuldade em ficar sozinho. Vocalização excessiva, agitação, tentativas de fuga e incapacidade de relaxar também merecem atenção.
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Oferecer opções para roer: brinquedos com diferentes texturas, objetos próprios para mastigação e atividades de busca ajudam a direcionar o comportamento para alternativas seguras.
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Organizar a casa: sapatos, almofadas, lixo e objetos pequenos não devem ficar ao alcance do animal. Retirar itens de risco e disponibilizar opções adequadas facilita o aprendizado.
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Manter uma rotina previsível: horários de passeio, alimentação, brincadeiras e descanso ajudam o cão a saber o que esperar do dia. A rotina não precisa ser rígida, mas deve oferecer previsibilidade.
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Ensinar o comportamento desejado: além de corrigir atitudes inadequadas, o tutor deve mostrar o que o cachorro pode fazer e reforçar esse comportamento no momento em que ele acontece. Repreender o animal horas depois de um sapato ser destruído não ajuda na compreensão.
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Não tratar todo caso como desobediência: destruição frequente, intensa ou que surge de forma inesperada precisa ser analisada. A mudança repentina ou a presença de outras alterações pode indicar a necessidade de orientação veterinária e, quando necessário, de um profissional de comportamento.
Para Beatriz França, compreender o motivo da destruição é mais importante do que apenas punir o animal. A partir da causa, o tutor consegue buscar formas mais adequadas de atender à necessidade do cachorro e evitar que ele escolha móveis ou objetos da casa para se ocupar.







