SÃO PAULO — As chuvas deste domingo (4) afetaram operações nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, além de provocarem alagamentos em vias da capital paulista. Os transtornos ocorreram no dia do primeiro turno das eleições de 2026.
Três voos que seguiriam para Congonhas precisaram retornar ao Rio de Janeiro. Eram duas aeronaves da Gol e uma da Latam, todas com origem no aeroporto Santos Dumont. Em Congonhas, a Gol cancelou um voo para o Santos Dumont previsto para 15h30, enquanto a Latam cancelou outro, com saída marcada para 16h05. Também foram registrados atrasos em outras partidas.
A GRU Airport, responsável pelo aeroporto de Cumbica, informou em seu sistema a existência de voos atrasados. A Gol afirmou que as operações foram afetadas “devido às condições meteorológicas adversas na região dos aeroportos de São Paulo” e que os passageiros “estão sendo acomodados nos próximos voos disponíveis”.
Latam, Aena e GRU Airport não haviam se manifestado até a publicação das informações.
Alagamentos na capital
O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo registrou alagamentos em quatro regiões depois das 15h. Em duas delas, o trânsito foi interrompido.
Na Praça Pascoal Martins, na Avenida Marquês de São Vicente, na Lapa, Zona Oeste, o trecho ficou intransitável das 15h12 às 16h08. A Rua Presidente Batista Pereira, no Ipiranga, também teve o trânsito interrompido, mas apresentou melhora.
Na Zona Leste, havia alagamento na avenida Mal Tito, na altura do número 2814, desde as 15h02, mas ainda era possível passar sem desvio. A mesma situação foi registrada na Estrada do M’Boi Mirim, na Zona Sul, na altura do número 954.
Ocorrências no estado
Por volta das 13h50, a Defesa Civil emitiu alerta severo para chuva na capital e na região metropolitana. O órgão também incluiu outras áreas do estado nos avisos, como Litoral Norte, Bragança Paulista, Campinas e Ribeirão Preto.
Às 16h, a Defesa Civil informou 276 ocorrências causadas por chuva e rajadas de vento em São Paulo. A maioria envolveu quedas de árvores. Presidente Prudente, Araçatuba, Marília e Bauru foram apontadas como as regiões mais afetadas.
Em Araçatuba, ventos de 112 km/h provocaram o desabamento do teto de um imóvel comercial, deixando uma pessoa morta. Também foram relatados pontos sem energia elétrica e 16 ocorrências em estradas, entre erosões e quedas de árvores. A Defesa Civil e o Gabinete de Crise mantiveram o monitoramento das áreas de instabilidade em direção à Região Metropolitana da capital.







