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Beija-flores voam para trás, pairam no ar e ajudam na polinização
Brasil

Beija-flores voam para trás, pairam no ar e ajudam na polinização

Pequenas aves das Américas têm voo ágil, metabolismo acelerado e hábitos que vão além do consumo de néctar.

Os beija-flores são aves da família Trochilidae reconhecidas pelo voo ágil, pelo bico geralmente alongado e pela visita frequente às flores em busca de néctar. Também chamados de colibris, eles vivem exclusivamente nas Américas e ocupam ambientes que vão de florestas tropicais a regiões montanhosas.

Entre as características mais marcantes dessas aves está a capacidade de permanecer praticamente imóveis no ar enquanto se alimentam. As asas produzem força tanto no movimento para baixo quanto para cima, permitindo que o beija-flor sustente o próprio corpo sem pousar na flor. A mesma estrutura também possibilita o voo para trás e mudanças rápidas de direção.

O movimento das asas produz o zumbido típico durante o voo. A frequência varia conforme a espécie e a situação: pode chegar a dezenas de batidas por segundo no voo normal e ultrapassar 200 em determinados mergulhos. Essa velocidade ajuda a manter o voo estacionário e favorece deslocamentos repentinos.

Metabolismo acelerado e alimentação variada

O coração do beija-flor também trabalha em ritmo intenso. No beija-flor-de-garganta-rubi (Archilochus colubris), pode passar de 1.200 batimentos por minuto durante o voo. Em repouso, a frequência cai consideravelmente. Como comparação, o coração humano em repouso bate cerca de 60 a 100 vezes.

Apesar de serem associados às flores, os beija-flores não se alimentam somente de néctar. O líquido açucarado fornece parte da energia necessária, mas tem baixo teor de proteínas. Por isso, as aves também consomem pequenos insetos e aranhas. Algumas espécies capturam esses animais no ar; outras os retiram de folhas e de diferentes partes das plantas.

Papel na polinização e migração

Ao alcançar o néctar com o bico e a língua, o beija-flor pode encostar nos órgãos reprodutivos das flores. Grãos de pólen ficam presos às penas e são levados para outras plantas, contribuindo para a polinização e para a reprodução de diferentes espécies vegetais.

O tamanho reduzido também não impede longos deslocamentos. O beija-flor-de-garganta-rubi consegue atravessar o Golfo do México durante a migração e permanecer muitas horas em voo contínuo. Antes da viagem, acumula reservas de gordura para usar como fonte de energia ao longo do percurso.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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