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Defesa de João Victor Gonçalves aponta discriminação em abordagem após Rock in Rio
Foto: Reprodução/Instagram
Brasil

Defesa de João Victor Gonçalves aponta discriminação em abordagem após Rock in Rio

Advogados dizem que ator foi alvo de deboche por causa da roupa e da orientação sexual; MPRJ recebeu comunicado anônimo sobre o episódio.

A defesa de João Victor Gonçalves afirma que o ator sofreu discriminação durante uma abordagem ao deixar o Rock in Rio, na madrugada deste sábado (5). Os advogados Gustavo Polido e Andressa Knapp relacionam o episódio à roupa usada pelo artista e à orientação sexual dele.

Um vídeo mostra João sendo abordado e seguido por quatro pessoas, que fizeram comentários de deboche sobre sua vestimenta. A situação foi transmitida ao vivo no canal de um dos envolvidos. Para os representantes do ator, a exposição pública e a zombaria por causa da roupa caracterizam uma prática discriminatória.

"O deboche público motivado pela não conformidade da vestimenta com padrões normativos de gênero, exposto e amplificado por meio de transmissão ao vivo, constitui ato discriminatório grave", afirmaram Gustavo Polido e Andressa Knapp. A defesa também mencionou uma fala posterior do streamer GH, que teria dito que pretendia movimentar o próprio canal.

Medo durante a abordagem

João havia afirmado nos Stories que teve medo de ser assaltado. Os advogados disseram que essa declaração foi uma reação de autoproteção diante da presença de quatro pessoas contra uma e não teve relação com questões raciais.

A defesa também contestou uma acusação de racismo feita depois pelo influenciador contra o ator. Segundo os advogados, essa alegação não corresponde ao que João disse e não altera a análise da abordagem que motivou o caso.

Comunicado ao Ministério Público

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro informou que a Ouvidoria recebeu um comunicado anônimo sobre o episódio. O caso será encaminhado pelo fluxo regular para análise do promotor natural.

O Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Investigação Penal informou que não recebeu, nos plantões do Rock in Rio ou forense, representação ou pedido de urgência relacionado ao caso. Até o momento, o MPRJ não confirmou a abertura de investigação criminal.

A deputada Erika Hilton declarou nas redes sociais que acionou o Ministério Público contra os streamers envolvidos e a plataforma Kick. Ela também afirmou que vai cobrar providências da organização do Rock in Rio e da Prefeitura do Rio sobre a segurança nas áreas de acesso e saída do evento.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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