SÃO PAULO — O velório de Lito Sousa reúne, nesta sexta-feira (2), pilotos, familiares, amigos e seguidores no Museu Aeroespacial Paulista (MAPA), na Zona Norte de São Paulo. O corpo está no salão “De Bagatelle ao Espaço”, área temática do espaço criado pela Força Aérea Brasileira (FAB). Sobre o caixão, há uma réplica do 14-bis, avião inventado pelo brasileiro Alberto Santos Dumont.
O público que acompanhava o canal “Aviões e Músicas”, com mais de 3 milhões de inscritos, foi direcionado a uma área aberta das 9h às 12h. O local fica na Avenida Braz Leme, 2594, em Santana. Depois desse período, uma cerimônia religiosa será realizada de forma reservada, com a presença de familiares e amigos próximos previamente incluídos em uma lista de convidados.
Entre os primeiros a chegar esteve o piloto Mauro Jucewicz, amigo de Lito e a única pessoa autorizada pelo influenciador a visitá-lo no hospital, além da esposa e das irmãs. O também piloto e youtuber Fernando de Borthole participou da despedida.
Homenagens no velório
Mila Seidl, mulher de Lito, recebeu o carinho do público e se emocionou segurando um terço. Ela usava uma camiseta branca com um desenho do marido. Ao lado do corpo foram colocadas coroas de flores enviadas pelo filho e por Mila. A Latam e o YouTube também mandaram homenagens.
Uma bandeira do Palmeiras, clube de coração de Lito, foi posicionada atrás do caixão, junto das bandeiras do Estado de São Paulo e do Brasil.
Antes de ir ao velório, Mila agradeceu o apoio recebido e pediu que os fãs não fotografassem o momento. Ela disse que a preocupação era preservar a imagem de Lito e contou que Malone, filho do casal, não participaria da cerimônia.
Morte do influenciador
Joselito Geraldo de Sousa, conhecido como Lito Sousa, morreu aos 59 anos. A morte foi comunicada na quinta-feira (1º), após menos de dois meses do diagnóstico da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), condição neurológica rara, degenerativa e sem cura conhecida.
Antes disso, ele tratava um câncer de próstata em estágio inicial, descoberto no início deste ano. Em setembro, a família obteve autorização excepcional da Anvisa para importar a substância ALN-6457, desenvolvida pela Regeneron. Lito foi o primeiro ser humano a receber o composto para a DCJ, em uso compassivo. A substância ainda estava em fase pré-clínica e não tinha eficácia comprovada.






