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Doação de medula: respostas para as principais dúvidas sobre o procedimento
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Doação de medula: respostas para as principais dúvidas sobre o procedimento

Hematologista explica como funciona a coleta, quem pode se cadastrar e quais doenças podem ser tratadas com o transplante.

Dúvidas sobre a doação de medula óssea podem afastar possíveis doadores. Uma das principais confusões envolve a diferença entre a medula óssea e a medula espinhal: enquanto a primeira fica dentro dos ossos e produz células do sangue, a segunda está localizada na coluna vertebral.

A hematologista Beatriz Nery, do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), explica que a coleta não é feita na coluna. Quando ocorre por punção direta, o material é retirado do osso da bacia.

Como é feita a doação

Nem toda doação exige cirurgia. Há duas formas de coleta. Na aférese, as células-tronco são retiradas do sangue periférico por uma máquina que separa o material necessário e devolve o restante ao doador. Antes do procedimento, são aplicadas injeções para estimular a passagem das células da medula para o sangue, o que pode causar algum desconforto.

Na outra modalidade, a medula óssea é coletada por punção no osso da bacia, em centro cirúrgico e com anestesia geral. A escolha depende principalmente da doença que será tratada. Nesse caso, o doador não sente dor durante a coleta, mas pode apresentar desconforto no local nos dias seguintes, controlado com analgésicos.

O organismo repõe as células doadas. Esse processo leva, em média, de 10 a 20 dias, período em que pode haver cansaço, especialmente logo após o procedimento.

Cadastro e compatibilidade

Estar cadastrado não significa que a pessoa será chamada para doar. A chance de o cadastro resultar em uma doação é baixa, porque a compatibilidade entre doador e receptor depende de características genéticas específicas. Um registro maior e mais diversificado aumenta as possibilidades de encontrar alguém compatível para quem precisa do transplante.

Também existem critérios de idade e saúde. Em geral, são priorizadas pessoas entre 18 e 35 anos, que permanecem ativas nos registros até os 60 anos. A avaliação considera condições como histórico pessoal de câncer, algumas doenças autoimunes, infecções crônicas — entre elas tuberculose, doença de Chagas e hepatites — e problemas crônicos, como diabetes, obesidade e insuficiência cardíaca.

Doenças tratadas

O transplante de medula óssea pode ser usado contra doenças malignas do sangue, como leucemias, linfomas, mieloma e neoplasias mielodisplásicas. A indicação também pode ocorrer em doenças benignas, incluindo determinadas imunodeficiências primárias, anemia falciforme e falências medulares congênitas.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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