A espera por leitos regulados está prolongando a permanência de pacientes na UPA Moacyr Scliar, que opera com mais de 400% da capacidade. O cenário levou o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), responsável pela unidade e pelo Hospital Nossa Senhora da Conceição, a adotar restrições temporárias no atendimento.
Na UPA, pacientes classificados como verdes, de menor gravidade, não estão sendo recebidos temporariamente. Já a emergência do Conceição reduziu a entrada de pessoas transferidas de outros serviços e passou a priorizar situações com risco de morte.
A emergência do hospital está em nível roxo há uma semana. A classificação indica lotação crítica. Na UPA Moacyr Scliar, havia 65 pacientes internados e em atendimento no momento do registro citado no caso.
Pressão por transferências
De acordo com o GHC, parte da superlotação está relacionada a pacientes que já receberam indicação médica para serem encaminhados a um hospital, mas continuam na UPA porque ainda não há vaga disponível. Entre os quadros mais frequentes estão problemas cardiovasculares, gastrointestinais e respiratórios.
Em nota, o grupo afirmou que a falta de leitos regulados pelos gestores municipal e estadual prolonga a permanência dos pacientes e reduz a capacidade de novos atendimentos.
A disponibilização dessas vagas cabe às secretarias municipal e estadual de saúde. Por causa da demora nas transferências, o GHC solicitou uma reunião urgente com a Secretaria Municipal de Saúde para buscar soluções.
Segundo o grupo, as restrições são temporárias e foram adotadas para garantir a segurança dos pacientes que já estão internados. Para casos de menor gravidade, a orientação é procurar outras unidades da rede de saúde.







