SÃO PAULO — Funcionários da Prefeitura de São Paulo e do Metrô iniciaram, nesta segunda-feira (12), a limpeza de três estações da Linha 2-Verde atingidas por depredação e pichações durante um ato da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado no domingo (11).
As estações Brigadeiro, Trianon-MASP e Consolação tiveram áreas internas e acessos voltados para a Avenida Paulista danificados. De acordo com o Metrô, cinco placas de vidro das coberturas foram quebradas. Também foram encontrados adesivos e pichações em paredes, corrimãos de escadas fixas e rolantes e no interior de um trem.
Na estação Trianon-Masp, equipes retiraram adesivos das entradas e lavaram uma fachada. O vidro apresentava trincas em diversos pontos. O Metrô informou que os acessos não oferecem risco aos passageiros neste momento porque contam com películas de proteção, que impedem o desprendimento de fragmentos.
A companhia afirmou que providenciou a compra de novos vidros para substituir as placas danificadas. Os trabalhos de manutenção começaram durante a madrugada e continuariam ao longo do feriado. Também foi registrado boletim de ocorrência, e as imagens do sistema de monitoramento, integrado ao Muralha Paulista, serão disponibilizadas às autoridades.
Limpeza na avenida
A Secretaria Municipal de Subprefeituras informou que as equipes atuam na Avenida Paulista com coleta de lixo, limpeza da via e do passeio, além da remoção de pichações e adesivos de fachadas e muros.
Segundo a Polícia Militar, as ocorrências aconteceram durante a dispersão dos manifestantes. Foram identificadas pichações com as frases “Viva a Revolução” e “Bolsonaro nunca mais”, mas não há indícios sobre quando foram feitas ou quem as realizou.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o deputado estadual eleito por São Paulo Douglas Garcia (União Brasil) criticaram a depredação e destacaram que trabalhadores ficaram responsáveis pela limpeza das áreas atingidas.







