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Estudo liga 1.260 marcadores genéticos a traços de personalidade
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Estudo liga 1.260 marcadores genéticos a traços de personalidade

Pesquisa publicada na Nature analisou o DNA de 1,14 milhão de pessoas e encontrou influência genética nos chamados Big Five.

Um estudo publicado na revista científica Nature identificou 1.260 marcadores genéticos associados aos cinco principais traços de personalidade, conhecidos como Big Five. Desses marcadores, 824 não haviam sido encontrados em pesquisas anteriores.

A análise reuniu dados de 1,14 milhão de pessoas, que contribuíram com DNA e informações para 46 estudos realizados em 13 países. Pesquisadores de 15 países participaram do trabalho, incluindo uma equipe do QIMR Berghofer. Os resultados individuais foram combinados em uma análise liderada pelo Revived Genomics of Personality Consortium, da Universidade Estadual de Michigan.

O que são os Big Five

O modelo organiza a personalidade em cinco fatores: extroversão, amabilidade, conscienciosidade, neuroticismo e abertura à experiência. Eles representam características como sociabilidade, cooperação, responsabilidade, reatividade emocional, curiosidade e preferência por variedade.

Os cientistas usam esse modelo porque ele apresenta os traços em um espectro contínuo, em vez de separar as pessoas em tipos fixos, como fazem outros sistemas de classificação.

Influência genética e ambiente

De acordo com os resultados, variantes genéticas comuns explicam entre 5% e 16% da variação na personalidade. O estudo também não encontrou evidências de que um ambiente familiar compartilhado distorça essa relação. A comparação considerou pessoas sem parentesco e integrantes de uma mesma família.

Os marcadores ligados a quatro dos cinco traços, com exceção da amabilidade, apresentaram forte relação com genes ativos no córtex pré-frontal. A região do cérebro participa da regulação emocional, da tomada de decisões e do autocontrole.

A pesquisa também encontrou relações entre personalidade, saúde e comportamento. A extroversão foi associada a maior risco de infecção por Covid-19. Já a conscienciosidade esteve ligada a menor IMC, menor probabilidade de fumar e menor frequência de internações hospitalares.

Limites e próximos passos

A genética dos Big Five se mostrou consistente em diferentes regiões geográficas, faixas etárias e formas de medir a personalidade. Ainda assim, os pesquisadores ressaltam que o modelo pode não representar da mesma maneira as diferenças de personalidade em todas as culturas e idiomas.

Os resultados podem ajudar, no futuro, a incluir traços de personalidade em modelos que avaliem resultados de saúde física e mental. A genética também pode influenciar quem participa de pesquisas: pessoas com pontuações altas em amabilidade e abertura à experiência tendem a responder mais a questionários opcionais.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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