Tudo o que está em cena
Júri condena ex-PM por morte durante ocorrência em Salvador
Foto: Reprodução
Brasil

Júri condena ex-PM por morte durante ocorrência em Salvador

Emiliano Melo dos Santos cumprirá em regime domiciliar a pena de 4 anos e 9 meses pela morte de Welton Lopes Costa.

A família de Welton Lopes Costa recebeu a condenação de Emiliano Melo dos Santos como uma resposta da Justiça. O ex-policial militar foi sentenciado a 4 anos e 9 meses de prisão pela morte do homem, de 34 anos, durante uma ocorrência em Salvador. A pena será cumprida em regime domiciliar.

A decisão foi tomada nessa quinta-feira (24), após julgamento pelo júri popular no Fórum Ruy Barbosa, no bairro de Nazaré. O promotor de Justiça Luciano Santana Borges representou o Ministério Público no processo.

Welbert Lopes Costa, irmão de Welton, afirmou que a condenação trouxe alívio à família. Ele também contou que a decisão ocorreu antes do aniversário da mãe, que completaria 73 anos. “Essa vitória foi um presente maravilhosos para gente principalmente para minha mãe que está fazendo aniversário amanhã 73 anos estamos aliviado com a Justiça feita”, declarou.

Versões apresentadas no julgamento

O caso aconteceu no Largo Dois de Julho, em agosto de 2021. Welton foi atingido por disparos de arma de fogo e morreu. Jeniffer Carvalho dos Santos, companheira dele, também foi ferida durante a ocorrência.

Conforme a versão apresentada pela defesa, Emiliano teria presenciado uma discussão entre Welton e Jeniffer perto de sua residência e tentado intervir. Os advogados sustentaram que o ex-PM agiu em legítima defesa própria e de terceiro, depois de Welton apresentar comportamento agressivo e empurrá-lo.

A defesa também afirmou que os depoimentos do júri reforçaram a imagem de Emiliano como alguém de histórico pacífico e dedicado à prestação de serviços à comunidade. O advogado Vivaldo Amaral contestou ainda os apelidos “Xerife do 2 de Julho” e “Bin Laden”, dizendo que eles teriam surgido depois do episódio e não representariam a trajetória do ex-PM.

Welbert contestou essa narrativa. Ele negou que o irmão tivesse histórico de violência contra mulheres e criticou relatos apresentados por pessoas que, segundo ele, não conviviam com a vítima ou não teriam presenciado os acontecimentos. “Pessoas que nunca viram apareceram hoje falando o que não corresponde com a realidade. Todos conhecem a forma de seu Emiliano no bairro”, afirmou.

A defesa nega a intenção de matar e diz que Emiliano reagiu diante de uma situação que considerava de risco. O julgamento teve depoimentos de testemunhas e manifestações das partes antes da decisão dos jurados.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5