A campanha de Flávio Bolsonaro decidiu intensificar a presença nas ruas para tentar conter o clima de vitória antecipada e as disputas por cargos em um eventual governo. A orientação da cúpula também é reduzir declarações capazes de gerar desgaste.
A estratégia inclui uma agenda de eventos em diferentes capitais. Na terça-feira (13), Flávio estará em São Paulo para três compromissos e para a formalização do apoio da maior parte do MDB. No dia seguinte, vai a Porto Alegre para um evento ao lado de Jorginho Mello, governador reeleito de Santa Catarina, e dos governadores eleitos Luciano Zucco, do Rio Grande do Sul, e Sergio Moro, do Paraná.
Na quinta-feira (15), a programação prevê passagens por Manaus, durante o dia, e Belém, à noite. O candidato estará no Rio de Janeiro na sexta-feira (16) e em Salvador no sábado (17). No domingo (18), volta a São Paulo para um bloco de rua com Tarcísio de Freitas, governador do estado, Ricardo Nunes, prefeito da capital, e o deputado Nikolas Ferreira.
Disputa pela área econômica
O principal ponto de tensão entre a cúpula e aliados envolve a composição da área econômica. Marcelo Kayath, ex-diretor do Credit Suisse e organizador de um jantar com integrantes do mercado financeiro, chamou atenção pelos movimentos recentes nos bastidores.
A avaliação atual é que Kayath não deve ser convidado para comandar o setor. As entrevistas recentes do economista não foram bem recebidas, embora nenhuma declaração tenha provocado ruído. A postura mais reservada de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, aumentou a preferência por ele entre os aliados de Flávio Bolsonaro.
Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, já é considerada certa no primeiro escalão. Ela deve comandar um superministério que também reunirá a área social, com foco na geração de oportunidades e na prosperidade das famílias.
Flávio tem defendido propostas e afirmado que não pretende acabar com programas sociais. A campanha também prevê que ele fale diretamente sobre temas sensíveis, como o fim da escala 6x1, que pode ser votado pelo Senado.







