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Votação mantém greve na Caixa após rejeição de acordo coletivo
Foto: Divulgação/Tânia Rêgo/Agência Brasil
Brasil

Votação mantém greve na Caixa após rejeição de acordo coletivo

Proposta recebeu 59,3% de votos contrários; plano de saúde segue no centro das negociações entre trabalhadores e banco.

A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal continua nesta terça-feira (22), depois que 59,3% dos participantes de uma assembleia virtual votaram contra a proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. A paralisação começou em 10 de setembro.

A votação foi realizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região nesta segunda-feira (21). Após o resultado, o comando de greve se reuniu para avaliar os próximos passos do movimento.

Plano de saúde concentra divergências

O Saúde Caixa foi o principal ponto de discordância entre os trabalhadores e o banco. A oferta apresentada na quinta-feira (17) retirou a cobrança por faixa etária, mas ainda assim acabou recusada.

Para 2026, a Caixa propôs manter as mensalidades sem reajuste e assumir o déficit do plano. A partir de 2027, o titular pagaria 3,7% da remuneração-base. A proposta também previa cobrança mensal para dependentes e limite de 9% para o grupo familiar formado pelo titular e pelos dependentes diretos.

Entre os valores previstos, dependentes diretos pagariam R$ 560. Para dependentes indiretos, seriam R$ 660 para filhos de 21 a 24 anos e R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes. A cobrança por consulta em pronto atendimento cairia de R$ 150 para R$ 120, enquanto a telemedicina continuaria sem coparticipação.

Banco e representantes dos empregados também discutiriam o plano mensalmente. A proposta previa criar, em até 60 dias, um grupo de trabalho para tratar de gestão, governança e novas fontes de receita do Saúde Caixa.

Outros pontos da oferta

O acordo incluía mudanças no Super Caixa no segundo semestre de 2026, com habilitação baseada no NS individual do empregado e aplicação do CSAT apenas ao gestor-chefe. O prêmio pela habilitação subiria de 25% para 50%. Para 2027, seriam avaliados novos produtos, indicadores de satisfação e sustentabilidade e regras de premiação.

A Caixa informou que não haveria penalização aos empregados neste ano em relação ao Figital e ao Genesys. Em 2027, o intervalo do indicador passaria de cinco para dez minutos. O trabalho remoto seria analisado pelo GT Trajetória, e o banco também discutiria o Plano de Funções Gratificadas e um novo piso para empregados de Tecnologia da Informação.

A proposta mantinha ainda o pagamento de R$ 3 mil por empregado pelo atingimento do Índice de Eficiência Operacional de 2026. O dia de paralisação de 20 de agosto seria abonado, e os dias úteis de greve teriam de ser compensados em até 180 dias. Se houvesse aprovação até 21 de setembro, PLR, Super Caixa, bônus e prêmio seriam pagos no dia 30.

Em nota, a Caixa afirmou que busca uma “solução que preserve os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade brasileira”. O banco também declarou que a oferta incorporava diversas demandas apresentadas pelas representações dos empregados.

O sindicato avaliou que a proposta não contempla todas as reivindicações, incluindo mudanças imediatas no modelo 70/30, questões de carreira, trabalho remoto, empregados pós-2018 e modelo de atendimento. Ainda assim, a entidade orientava pela aprovação, por considerar que o texto mantém o caráter solidário do Saúde Caixa e a continuidade das negociações.

Durante a paralisação, a Caixa orienta os clientes a usar o App CAIXA, Internet Banking, WhatsApp CAIXA, CAIXA Tem, caixas eletrônicos, lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui e terminais Banco24Horas.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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