O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, criticou o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Guimarães, a decisão é descabida e representa uma “intromissão onde não lhe cabe”.
A medida foi tomada nesta terça-feira (8), a partir de um pedido do partido Novo. Na mesma data, a Segunda Turma do STF formou maioria para mantê-la. Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam os votos e acompanharam o entendimento de Mendonça.
O julgamento foi interrompido nesta manhã depois que Gilmar Mendes pediu vista. Apesar disso, a decisão já tem votos suficientes para continuar válida no colegiado.
Guimarães afirmou que a apuração de possíveis indícios de delitos está correta, mas contestou o afastamento do delegado. O ministro também disse que a medida parece eleitoreira.
A decisão de Mendonça ocorreu após a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal com supostas mensagens trocadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes. Nas conversas, Vorcaro teria pedido uma intervenção junto a Andrei Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Mendonça justificou o afastamento pela gravidade e pela suposta ilicitude na produção de relatórios de inteligência pela Polícia Federal.







