O IGP-M subiu 1,57% em setembro, depois de registrar queda de 0,22% em agosto. Com isso, o índice acumula alta de 3,34% em 12 meses — período normalmente usado como referência para reajustes de contratos de aluguel.
Na prática, um contrato de R$ 1.500 corrigido integralmente pelo IGP-M passaria para cerca de R$ 1.550. O cálculo representa aproximadamente R$ 50 a mais por mês, conforme o exemplo apresentado pelo comentarista de economia Everton Lopes.
Alta abaixo da inflação oficial
Apesar do impacto no orçamento, o reajuste pelo IGP-M fica abaixo dos índices oficiais de inflação mencionados. O IPCA acumulava 4,22% em 12 meses até agosto, enquanto o IPCA-15, prévia de setembro, estava em 4,47% no mesmo período.
A diferença entre os indicadores está na composição de cada um. De acordo com Everton Lopes, 60% do IGP-M são formados pelos preços ao produtor, 30% pelos preços ao consumidor e 10% pela construção civil. Em setembro, o atacado foi o principal fator de pressão: o IPA, índice de preços ao produtor amplo, avançou 2,08%.
O que conferir no contrato
A alta acumulada não significa que todos os aluguéis terão exatamente o mesmo reajuste. O inquilino precisa verificar qual índice está previsto no contrato e qual é a data definida para a correção.
Também há diferença entre o reajuste contratual e o preço praticado no mercado, inclusive em Porto Alegre e em outras cidades gaúchas. Por isso, o percentual aplicado ao aluguel deve ser transformado em valor antes de entrar no orçamento mensal.
"Três por cento pode parecer pouco no papel, mas, quando vai para o valor mensal do aluguel, a diferença aparece no bolso", afirmou Everton Lopes.







