PORTO ALEGRE — O julgamento pelas mortes de Sarah Domingues e Valdir Pereira foi interrompido após mais de dez horas de sessão, nesta quinta-feira (17), no Foro Central de Porto Alegre. Os advogados dos réus pediram a dissolução do Conselho de Sentença, mas o juiz negou a solicitação. Em seguida, os defensores deixaram o plenário.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul criticou a decisão da defesa e apontou desrespeito com as famílias envolvidas. Uma nova data para a realização do júri ainda será definida.
O caso
Três pessoas respondem pelas mortes. Sarah, de 28 anos, entrevistava Valdir, comerciante de 53, para o trabalho de conclusão do curso de Arquitetura da UFRGS quando dois homens passaram de moto e fizeram 15 disparos contra os dois.
A promotora de Justiça Lúcia Helena Callegari afirmou que Sarah buscava compreender como as enchentes afetaram a vida dos moradores da região das Ilhas. Ainda conforme a acusação, os criminosos foram até o local para matar Valdir, que seria o alvo do ataque.
Câmeras de monitoramento registraram a movimentação dos suspeitos. A despedida de Sarah reuniu familiares, amigos e colegas na UFRGS.
A primeira testemunha ouvida foi Maria Marta Domingues, mãe de Sarah, que viajou de Jundiaí, em São Paulo, para acompanhar o julgamento. Acusação e defesa indicaram 14 testemunhas. Os réus respondem por homicídio qualificado, crime cuja condenação pode resultar em pena de 12 a 30 anos de reclusão.







