SÃO PAULO — A Justiça manteve a prisão de Milton Leite (União Brasil) após uma audiência de custódia realizada virtualmente na tarde deste sábado (19). O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que não encontrou irregularidades no cumprimento do mandado de prisão.
Durante o procedimento, o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo teve um pico de pressão e passou mal. A defesa afirmou que ele recebeu atendimento no próprio fórum. A audiência, no entanto, foi concluída normalmente, e Leite permanece preso.
Entrega à polícia
Leite se apresentou à polícia na sexta-feira (18), um dia depois de ser alvo de um mandado de prisão temporária expedido no âmbito da Operação Vectura Corrupta. Antes disso, ele era considerado foragido. A apresentação ocorreu em uma delegacia de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
A operação investiga uma suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público de São Paulo. Entre os alvos estão empresas de transporte coletivo, contratos públicos e agentes políticos, além de possíveis relações com integrantes da facção.
A investigação envolve 16 pessoas com mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão. A polícia e o Ministério Público suspeitam que Leite fosse o proprietário de fato da Transwolff, empresa de ônibus investigada por possível participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
O ex-vereador nega qualquer ligação com a facção e afirma que nunca foi dono da empresa. A defesa também contesta as acusações.
Leite ocupou uma cadeira na Câmara Municipal de São Paulo por sete mandatos consecutivos. A presidência da Casa ficou sob seu comando durante seis anos. Ele deixou o Legislativo no fim de 2024, depois de 28 anos no cargo.






