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Milton Leite se entrega à polícia e nega acusações em investigação
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Milton Leite se entrega à polícia e nega acusações em investigação

Ex-presidente da Câmara de São Paulo é alvo de prisão temporária na Operação Vectura Corrupta.

O ex-vereador Milton Leite se entregou à polícia na tarde desta sexta-feira (18) e negou as acusações que motivaram um mandado de prisão temporária contra ele. Ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, ele se apresentou por volta das 15h30 à Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes, informou a Secretaria da Segurança Pública.

Na delegacia, Leite afirmou que pretende apresentar sua defesa à Justiça. “Eu sou inocente de todas as acusações. Eu acredito na Justiça, no trabalho da polícia. Temos oportunidade agora de provar tudo que foi dito”, declarou. Ele também disse que seus advogados poderão contestar as acusações e que aguardará as decisões judiciais.

O ex-vereador negou ter cometido crimes ao ser questionado sobre arrependimento. “Só se arrepende quem comete crime. Eu não cometi nenhum e nada devo”, respondeu. Leite ainda afirmou que cumpriu a promessa de se apresentar e que respeitaria as determinações judiciais.

A investigação faz parte da Operação Vectura Corrupta, realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). A ação apura uma possível infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista. Leite havia negado estar foragido e afirmado que provaria sua inocência.

Buscas em Sorocaba

Antes da apresentação, policiais civis e integrantes do MP-SP estiveram em um endereço em Sorocaba, no interior de São Paulo, à procura do ex-vereador. Ele não foi localizado no imóvel. Durante a ação, as autoridades encontraram uma passagem secreta entre duas propriedades: uma pertencente a Leite e outra que seria de um assessor.

No local, foram apreendidos cerca de R$ 280 mil e US$ 89 mil em espécie, guardados dentro de uma mala. A origem do dinheiro ainda não foi informada. A Polícia Militar apoiou as buscas.

O delegado Fabrício Intelizano, da Dise de Mogi das Cruzes, disse que um possível vazamento da operação será investigado, mas afirmou não haver confirmação de divulgação antecipada. Dos 16 mandados de prisão temporária autorizados pela Justiça, 11 tinham sido cumpridos.

Leite foi vereador por sete mandatos consecutivos e presidiu a Câmara Municipal por seis anos. Ele deixou o cargo ao final de 2024.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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