SÃO PAULO — O projeto Leitura Amiga vai apresentar, nesta sexta-feira (16), um livro criado por 37 crianças e adolescentes que vivem em serviços de acolhimento na capital paulista. A obra reúne textos e desenhos produzidos pelos participantes, que também estarão em uma sessão de autógrafos no Palácio da Justiça.
A cerimônia começa às 14h30 e faz parte da premiação do programa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A programação terá personagens e contadores de histórias, além da participação de dois jovens que vão narrar histórias para o público. O encontro será realizado na Praça da Sé, s/nº, 2º andar, no centro de São Paulo.
Da escuta à autoria
O Leitura Amiga foi idealizado há seis anos pela juíza Marina Freire. O projeto organiza encontros virtuais semanais com contadores de histórias voluntários para crianças e adolescentes atendidos pelos Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (Saicas).
A proposta incentiva a interação com as narrativas e a criação de textos e desenhos. Desde julho deste ano, a iniciativa passou a integrar institucionalmente a Coordenadoria da Infância e da Juventude do TJSP. O programa atende jovens acolhidos na capital paulista, onde cerca de 2.400 crianças e adolescentes vivem nessa condição.
“A leitura compartilhada pode ajudar a relaxar, enriquecer a linguagem e criar oportunidades para conversar sobre sentimentos”, afirma Marina Freire. Para a juíza, o contato frequente com esse ritual oferece segurança e as histórias ampliam as possibilidades de conhecer outros mundos.
A programação também contará com Bel, de 14 anos, que já publicou um livro e vai falar sobre a própria experiência para incentivar os novos autores. O lançamento e a premiação estão marcados para 16 de outubro, sexta-feira, às 14h30, no Palácio da Justiça.







