Um objeto escuro de massa muito baixa pode ajudar os cientistas a investigar a natureza da matéria escura, componente que ainda não foi observado diretamente. O corpo foi identificado por técnicas de imagem gravitacional e teve a descoberta confirmada por uma modelagem paramétrica independente.
O estudo foi publicado na revista Nature, em outubro do ano passado. A análise não paramétrica permitiu localizar o objeto, enquanto a modelagem paramétrica foi usada para confirmar o resultado por outro método.
Uma das hipóteses é que o corpo seja um aglomerado de matéria escura com tamanho 100 vezes menor do que qualquer outro já detectado. Também existe a possibilidade de se tratar de uma galáxia anã compacta e inativa.
“É um feito impressionante detectar um objeto de massa tão baixa a uma distância tão grande de nós”, afirmou Chris Fassnacht, professor do Departamento de Física e Astronomia da Universidade da Califórnia e um dos autores do estudo. Para ele, objetos desse tipo são fundamentais para compreender a matéria escura.
O que é a matéria escura
A Nasa descreve a matéria escura como uma “cola invisível” que ajuda a manter as estruturas cósmicas unidas. Embora não interaja aparentemente com o espectro eletromagnético, ela exerce interação gravitacional com a matéria comum.
Por não absorver, refletir ou emitir luz visível, a matéria escura não pode ser observada diretamente com técnicas baseadas em luminosidade. Os astrônomos sabem, porém, que ela representa a maior parte da matéria do Universo.
A estimativa é que a matéria escura corresponda a 27% do Universo. A matéria comum representaria cerca de 5%, enquanto o restante seria composto por energia escura. A identificação de objetos de massa muito baixa pode contribuir para ampliar o conhecimento sobre esse componente ainda misterioso do cosmos.







