AMAPÁ — A Petrobras terá 30 dias, após receber a licença, para apresentar ao Ibama um cronograma atualizado de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas. A exigência faz parte das condições estabelecidas pelo órgão ambiental ao autorizar a inclusão de três poços exploratórios no projeto, em águas ultraprofundas do Amapá.
A autorização foi assinada nesta quinta pelo diretor-geral do Ibama, Jair Schmitt. Além do novo cronograma, a empresa deverá atualizar a análise de riscos ambientais para manter a licença de operação.
A Petrobras informou que vai planejar a continuidade das atividades no bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial. O trabalho prevê concluir a perfuração do poço Morpho e, depois, avançar nos poços Manga, Crotalus e Morpho Extensão.
Descoberta e avaliação da área
Os poços adicionais são necessários para avaliar se a descoberta de petróleo feita pela Petrobras na região tem viabilidade comercial. Caso esse potencial seja confirmado, a produção poderia começar dentro de sete anos, conforme declaração anterior da presidente da companhia, Magda Chambriard.
A descoberta foi comemorada no mês passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dias depois, Lula viajou para o Amapá e classificou o resultado como “um passaporte para o futuro deste país”.
A exploração na Bacia da Foz do Amazonas, próxima à foz do rio Amazonas, é alvo de debate no governo. De um lado, estão as preocupações ambientais; de outro, o argumento da Petrobras de que precisa repor suas reservas. A área integra a Margem Equatorial, considerada pela empresa sua fronteira de exploração mais promissora.
No início deste ano, houve vazamento de fluido durante a perfuração do primeiro poço. O episódio provocou preocupações entre povos indígenas sobre os impactos de uma possível expansão petrolífera em um estado ainda amplamente coberto pela floresta amazônica intocada.
A licença retificada pelo Ibama é a de Operação nº 1684. A Petrobras confirmou que os três poços contingentes já estavam previstos no licenciamento ambiental do bloco.







