A Globo vai integrar a TV Globo e os Estúdios Globo, além de unificar as áreas de Distribuição e Direitos. As mudanças fazem parte de uma reorganização que também altera o comando de plataformas digitais, marketing, comunicação e negociação de conteúdo.
A empresa confirmou nesta sexta-feira (4) a saída de Manuel Falcão e Pedro Garcia. Manuel Belmar também encerra seu ciclo executivo, mas permanecerá em um período de transição até o primeiro trimestre de 2027. Nos próximos meses, ele seguirá responsável por Finanças e pelo Centro de Serviços Compartilhados e participará da escolha do sucessor.
Novos comandos e áreas integradas
Fernando Ramos assumirá a estrutura que reunirá Distribuição e Direitos. Ele já atuava com parcerias e negociações estratégicas de distribuição e passará a responder pela exploração de conteúdos em diferentes plataformas e pelos acordos com parceiros.
A Globo também vai unir Marca, Marketing e Consumidor. Enquanto busca um novo líder para o setor, Cristovam Ferrara ficará interinamente à frente de Marca e Comunicação.
Júlia Rueff comandará Plataformas Digitais. Antes, ela liderava o Globoplay, além das áreas de Marketing, Experiência do Cliente e Analytics dos produtos digitais.
Relações Institucionais, Jurídico e Compliance serão transferidos para a holding do grupo. A área de Estratégia terá seu escopo ampliado e passará a incluir funções de governança corporativa.
Saídas e transição
Manuel Belmar está no Grupo Globo desde 2003. Paulo Marinho, presidente da empresa, afirmou que o executivo havia compartilhado há dois anos a decisão de encerrar sua trajetória executiva e que a transição será concluída no primeiro trimestre de 2027.
Manuel Falcão deixa a companhia após quase três décadas. Ele era diretor de Marca e Comunicação. Pedro Garcia, que ocupava a diretoria de Aquisição de Direitos, sai depois de 45 anos na empresa. Um dos nomes históricos da Globosat, Garcia atuou em diferentes áreas antes de assumir a negociação e a gestão de direitos.
A Globo negou que as mudanças tenham relação com os resultados financeiros ou com a estratégia para a Copa do Mundo de 2026. Em nota, Paulo Marinho disse que a decisão sobre a renegociação da compra dos direitos foi tomada exclusivamente pelo Conselho de Administração do Grupo.
Na competição, a Globo transmitiu 55 das 104 partidas, enquanto a CazéTV adquiriu os direitos de todos os jogos e teve exclusividade em dezenas deles. Foi a primeira Copa desde 1970 em que a emissora não teve acesso ao torneio inteiro.
Tecnologia e consumidor
A nova estrutura foi associada pela empresa à transformação tecnológica dos negócios. A Globo afirmou que pretende integrar ainda mais Tecnologia, Dados e Inteligência Artificial às operações para acelerar decisões e inovação.
A reorganização também busca colocar o consumidor no centro das decisões, manter a força da televisão aberta e acelerar o crescimento das operações digitais da empresa.








