A Polícia Federal solicitou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública R$ 30 milhões ainda em 2026 para evitar a interrupção do Brasil MAIS (Meio Ambiente Integrado e Seguro), programa que usa imagens de satélite no monitoramento territorial e em ações de segurança pública e combate a crimes ambientais.
O contrato responsável pela estrutura tecnológica termina em 23 de setembro. O pedido foi encaminhado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, à Secretaria-Executiva do Ministério da Justiça. A corporação também quer uma declaração que garanta outros R$ 53,2 milhões para 2027, necessários para manter o serviço até setembro do próximo ano.
A PF pediu ainda que o ministério atue junto aos fundos e órgãos responsáveis pela liberação dos recursos. Segundo a corporação, há risco de os trâmites orçamentários não serem concluídos antes do fim do contrato. O Ministério da Justiça e Segurança Pública foi procurado, mas ainda não havia respondido.
Valores previstos
Para 2026, havia uma declaração de disponibilidade orçamentária de R$ 52,3 milhões para o programa. Até agora, a PF recebeu R$ 35,6 milhões, e afirma que ainda faltam R$ 15,3 milhões para cobrir a primeira vigência do contrato, encerrada em 23 de setembro.
A renovação por 12 meses, de 24 de setembro de 2026 a 23 de setembro de 2027, está estimada em R$ 72,8 milhões. Desse valor, R$ 19,6 milhões seriam usados ainda em 2026, enquanto R$ 53,2 milhões ficariam para 2027.
Como funciona o Brasil MAIS
O programa reúne ferramentas de geoprocessamento, sensoriamento remoto e monitoramento territorial. A PF alerta que a falta de recursos pode paralisar integralmente essa estrutura e afetar atividades de prevenção, fiscalização, investigação e repressão a crimes em todo o território nacional.
O Brasil MAIS permite acompanhar áreas de interesse e identificar alterações no território. O sistema realiza o imageamento diário do país com uma constelação de 180 satélites, disponibiliza imagens em até 24 horas após a coleta e produz mosaicos mensais.
A plataforma também emite alertas para áreas previamente definidas e cruza informações com bases como o Cadastro Ambiental Rural, Unidades de Conservação e Terras Indígenas. O acesso é permitido a órgãos do Sistema Único de Segurança Pública em diferentes unidades da Federação.







