Medicamentos usados no tratamento da obesidade e do diabetes foram associados a uma redução nos dias de consumo excessivo de álcool em um estudo com pessoas que tinham obesidade e dependência da bebida.
A pesquisa acompanhou 108 participantes. Uma parte recebeu semaglutida, enquanto outra recebeu placebo. Todos também passaram por terapia psicológica. Entre os que tomaram o medicamento, a proporção de dias de consumo excessivo caiu 41,1 pontos percentuais. No grupo do placebo, a redução foi de 26,4 pontos percentuais.
Resultados em pacientes com diabetes
Outro estudo, realizado nos Estados Unidos, analisou dados de 606 mil pacientes com diabetes tipo 2. O uso de medicamentos da classe GLP-1 apareceu associado a um risco 18% menor de desenvolver transtornos relacionados ao álcool.
Também foi observada uma redução de 14% no risco relacionado a drogas em geral.
Os pesquisadores consideram que a atuação desses medicamentos em mecanismos cerebrais ligados à fome e à recompensa pode influenciar a vontade de consumir bebidas alcoólicas. A hipótese ainda não transforma essa finalidade em indicação prevista para os remédios.
Alguns médicos já utilizam os medicamentos de forma off-label, expressão usada quando um tratamento é prescrito para uma finalidade diferente da descrita na bula. Nesses casos, o uso ocorre em pacientes com sobrepeso e dependência de álcool.
Apesar dos resultados, a recomendação apresentada é que as canetas emagrecedoras não sejam usadas especificamente para reduzir o consumo de álcool sem avaliação adequada. O tratamento deve ser individualizado para cada paciente.








