Os smartwatches passaram a fazer parte da rotina de quem pratica exercícios, com recursos para acompanhar frequência cardíaca, recuperação e desgaste físico. Apesar da utilidade durante os treinos, os dispositivos não substituem exames nem avaliações feitas por profissionais de saúde.
A nutricionista Maria Eduarda Alves começou a correr no final de 2023 e incorporou o relógio inteligente à rotina. Ela usa o aparelho em diferentes modalidades e observa os dados depois da atividade, incluindo a frequência cardíaca em repouso, o desempenho durante o exercício e a previsão de recuperação.
A cardiologista Karina de Andrade alerta que as informações exibidas pelo dispositivo precisam ser interpretadas com cautela. Um resultado considerado normal pelo relógio não elimina completamente a possibilidade de um problema de saúde. Da mesma forma, um aviso negativo não confirma, necessariamente, que exista uma alteração. Falhas de algoritmo e de detecção podem interferir nas medições.
Em situações com alertas, resultados muito diferentes do padrão habitual ou sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente. Para confirmar diagnósticos, são necessários exames validados e realizados por profissionais. No caso da pressão arterial, os especialistas indicam métodos tradicionais, como o esfigmomanômetro.
Maria Eduarda resume o limite da tecnologia: “Sozinho ele não diz nada.” Para ela, os dados só podem ser compreendidos quando considerados junto do histórico de saúde da pessoa.
Assim, os relógios inteligentes podem contribuir para o acompanhamento de atividades diárias e exercícios, mas devem ser usados como complemento, e não como substitutos do diagnóstico médico.







