RIO DE JANEIRO — Vanessa Silva (PL-RJ), conhecida como “Negona do Bolsonaro”, afirmou nesta sexta-feira (4) que foi impedida de entrar na sede do Partido Liberal, no Rio de Janeiro. Em vídeo, a candidata a deputada federal disse ter sido humilhada por seguranças e relatou que foi “tratada como um bolo de merda”.
Ela contou que foi ao local para buscar informações sobre sua situação no partido e conversar com representantes. Segundo Vanessa, cinco seguranças formaram uma barreira para impedir sua entrada. Ela afirmou ter chegado ao prédio às 14h30 e ter sido informada de que não poderia mais subir à sede do PL.
Vanessa também disse que foi recebida pela secretária nacional do partido e pediu uma revisão de sua situação. Aos prantos, declarou que diversos bolsonaristas e amigos de Jair Bolsonaro estariam sendo humilhados pelo PL. Ela associou o episódio à prisão do ex-presidente e afirmou que outros integrantes do grupo político enfrentariam situações semelhantes.
A candidata anunciou que pretende recorrer à Justiça para obter as imagens das câmeras de segurança da sede. “Eu vou até o fim das últimas consequências para defender a minha honra contra essa humilhação”, afirmou. Em outra fala, disse ter sido tratada como se fosse uma criminosa.
Vanessa se apresenta como segunda suplente de vereadora pelo Rio de Janeiro e afirmou ser alvo de uma suposta perseguição judicial desde que a Justiça determinou restrições ao uso do nome “Negona do Bolsonaro” em sua campanha.
Decisão sobre o nome de urna
Vanessa não poderá disputar as eleições de outubro usando a expressão “Negona do Bolsonaro”. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro rejeitou o pedido e determinou que o termo também não seja usado na propaganda eleitoral.
Com a decisão, o registro de candidatura terá o nome “Vanessa Silva”, indicado por ela como terceira opção. Antes, a candidata havia sugerido “Vanessa do Mito”, que também foi vetado. A decisão considerou que a denominação fazia associação direta com Bolsonaro.
“Negona do Brasil”, apresentada como quarta possibilidade, não chegou a ser analisada depois que “Vanessa Silva” foi aceita. Para o desembargador Paulo Cesar Salomão Filho, referências a Bolsonaro poderiam gerar aproveitamento do capital eleitoral ligado a ele e dúvidas entre os eleitores sobre a identidade da candidata, que não tem vínculo familiar com a família Bolsonaro.







