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Banqueiro priorizou negócios com filme de político e escritório ligado a ministro
Brasil

Documentos mostram prioridades de Vorcaro em negócios ligados a Bolsonaro e Moraes

Mensagens e comprovantes analisados pela PF indicam pagamentos de cerca de R$ 130 milhões para filme e escritório de advocacia.

Documentos e diálogos apreendidos pela Polícia Federal indicam que Daniel Vorcaro, do Banco Master, tratava como prioritários dois negócios que somariam cerca de R$ 130 milhões: o patrocínio do filme “Dark Horse”, ligado a Flávio Bolsonaro, e o contrato com o escritório Barci de Moraes, de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os registros foram obtidos na Operação Compliance Zero e usados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em um pedido de abertura de inquérito contra Vorcaro, seu grupo, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, irmão do senador. A investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça em julho passado.

Em uma conversa com o cunhado, Fabiano Zettel, em 28 de janeiro de 2025, Vorcaro reclamou do atraso de uma parcela do patrocínio ao filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Esse e o mais importante disparado”, escreveu o banqueiro. Zettel perguntou se deveria somar o valor para o pagamento no dia seguinte, e Vorcaro respondeu: “Soma”.

O acordo com Flávio Bolsonaro foi feito em dólares e correspondia a R$ 131 milhões pela cotação da época. Pelo menos R$ 61 milhões haviam sido pagos. O senador responde a um inquérito policial e afirma que o dinheiro era privado.

Contrato com escritório

Em 15 de março de 2025, o empresário e ex-ministro das Comunicações Fábio Faria cobrou Vorcaro sobre atrasos nos pagamentos ao escritório de Viviane Barci de Moraes. Faria teria aproximado o banqueiro do ministro Alexandre de Moraes. Na sequência, Vorcaro acionou o funcionário Ângelo Silva e determinou a regularização do pagamento, classificando o contrato como o mais importante do grupo.

O acordo entre Vorcaro e o escritório Barci de Moraes previa R$ 134 milhões por três anos. Pelo menos R$ 80 milhões foram pagos.

As mensagens mostram que o tema continuou sendo tratado como prioridade em 14 de julho de 2025. Na ocasião, um funcionário do Master informou a existência de débitos de R$ 42 milhões e pediu autorização para quitar R$ 15 milhões. Vorcaro autorizou o pagamento e pediu que o escritório fosse incluído na relação de credores.

O ministro Alexandre de Moraes já declarou que nunca se encontrou com Vorcaro. Um julgamento no STF pode resultar na abertura de inquérito contra ele. A sessão está marcada para a próxima terça-feira (15/9).

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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