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Vorcaro priorizou negócios com filme de Bolsonaro e esposa de Moraes
Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
Brasil

Vorcaro tratou pagamentos a filme de Bolsonaro e escritório de Moraes como prioridade

Diálogos e comprovantes reunidos pela PF mostram cobranças sobre negócios que somariam cerca de R$ 130 milhões cada.

Daniel Vorcaro, empresário do Banco Master preso por suspeita de fraudes contra o sistema financeiro nacional, colocou entre as prioridades do banco o patrocínio do filme “Dark Horse” e o contrato com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os negócios direcionariam cerca de R$ 130 milhões cada para o filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro e para o escritório. As informações aparecem em diálogos e comprovantes de pagamento apreendidos pela Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero.

O acordo relacionado ao filme foi feito com o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PL. O valor, negociado em dólares, equivalia a R$ 131 milhões na cotação da época. Pelo menos R$ 61 milhões haviam sido pagos. Flávio responde a um inquérito policial e afirma que os recursos são privados.

Em 28 de janeiro de 2025, Vorcaro cobrou do cunhado, Fabiano Zettel, informações sobre uma parcela atrasada. Na conversa, classificou o pagamento como “o mais importante disparado”. Zettel perguntou se deveria somar o valor para o dia seguinte, e o banqueiro respondeu: “Soma”.

Contrato com o escritório

Em 15 de março de 2025, o empresário e ex-ministro das Comunicações Fábio Faria questionou Vorcaro sobre atrasos no repasse ao escritório de Viviane Barci de Moraes. Faria havia aproximado o banqueiro do ministro Alexandre de Moraes. Depois da cobrança, Vorcaro acionou o funcionário Ângelo Silva e ordenou o pagamento.

O contrato com o escritório Barci de Moraes previa R$ 134 milhões por três anos. Pelo menos R$ 80 milhões foram pagos. Em 14 de julho de 2025, ao tratar de débitos do banco, Vorcaro autorizou o pagamento de R$ 15 milhões e pediu que o escritório fosse incluído na lista de credores.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) usou as conversas para pedir ao ministro André Mendonça a abertura de inquérito contra Vorcaro, o grupo ligado a ele, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, irmão do senador. Mendonça autorizou a investigação em julho passado.

Alexandre de Moraes foi relator do processo que levou Jair Bolsonaro à prisão por golpe de Estado e organização criminosa. O ministro afirmou que nunca se encontrou com Vorcaro. Um julgamento no STF pode levar à abertura de inquérito contra Moraes, com sessão marcada para 15/9.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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