Charles Spencer afirma que recusou uma proposta para devolver a Diana, após sua morte, o tratamento de “Sua Alteza Real”. O relato está no livro Swan Song: Diana, My Sister, escrito pelo irmão da princesa.
A oferta teria sido apresentada depois do funeral de Diana, enquanto Spencer retornava no Trem Real para Althorp, residência de sua família. A mensagem não foi transmitida diretamente por Elizabeth II. Robert Fellowes, então Secretário Particular da monarca, teria chamado Spencer para uma área reservada do vagão e dito: “Acabei de receber uma ligação de Sua Majestade”, antes de informar que a rainha desejava restituir o título à princesa.
Diana morreu em um acidente de carro em Paris, em 31 de agosto de 1997. Ela havia perdido o tratamento de “Sua Alteza Real” após o divórcio de Charles, em 1996. O casal se casou em 1981, quando Diana passou a ser chamada de “Sua Alteza Real, a Princesa de Gales”.
A decisão de Spencer
No livro, Charles Spencer escreve que pensou no que a irmã gostaria de receber. Segundo ele, Diana havia ficado profundamente magoada com a retirada do título, mas a devolução depois da morte não faria sentido. O irmão também ponderou se Diana gostaria de ter a designação gravada em sua lápide e se William e Harry valorizariam a homenagem da avó paterna.
Spencer afirma que decidiu recusar a proposta por entender que precisava proteger a memória da irmã. Para ele, o título não deveria ter sido retirado enquanto Diana estava viva; por isso, sua restituição depois da morte pareceu um gesto tardio, descrito por ele como um “prêmio de consolação” vazio.
O livro também reúne declarações de Spencer sobre Charles III. Em outro trecho, ele relata que o então príncipe de Gales teria demonstrado desprezo por Diana em uma ligação feita pouco depois da morte dela e parecia feliz diante da tragédia.
Palácio de Buckingham e Charles III divulgaram um comunicado em resposta. A nota afirmou que, embora não comentassem livros por princípio, o rei sabia que a dor do luto entre irmãos pode afetar o julgamento e alterar a forma como as lembranças são percebidas, mesmo muitos anos depois da perda.







