RIO DE JANEIRO — A possibilidade de voltar a viver Natasha anima Claudia Ohana. A atriz afirmou que aceitaria interpretar novamente a protagonista de “Vamp”, desde que a roqueira fosse apresentada em uma nova fase da vida, diferente da jovem vista pelo público na novela de 1991.
Antônio Calmon, autor da trama, tem conversado sobre a ideia de retomar a história mais de três décadas depois. Claudia resumiu como imagina a personagem atualmente: “Acho que Natasha seria hoje uma nova mulher, do seu tempo, mais velha e menos ingênua”.
A atriz estreou como Natasha em “Vamp” e voltou ao papel em outros momentos. Em 2017, contracenou com Ney Latorraca (1944-2024) em “Vamp — O Musical”, produção na qual os dois retomaram os personagens Natasha e Conde Vlad. Mais recentemente, Claudia interpretou novamente a vampira em uma campanha publicitária e participou de “Êta Mundo Melhor!” como a personagem.
A maturidade na vida e na carreira
A visão de Claudia sobre uma Natasha mais velha se relaciona à forma como ela encara o próprio envelhecimento. A atriz criticou a cobrança sobre mulheres que passam dos 60 anos e contou que começou a receber perguntas sobre sexo e aposentadoria uma semana depois de completar 60.
“Envelhecer numa sociedade que cultua a juventude é muito difícil”, declarou. Para ela, a maturidade também trouxe de volta uma liberdade que havia sido reduzida pelo medo de perder conquistas na carreira, nos relacionamentos e na vida pessoal. Claudia afirmou que hoje sabe melhor o que quer e não sente a mesma pressa.
A atriz também segue interessada em personagens diferentes. No cinema, gravou “A Grande Virada”, comédia dirigida por Halder Gomes em que interpreta uma dominatrix. Para o papel, aprendeu a manejar um chicote e disse ter percebido uma ligação entre essa figura e Natasha, por serem personagens fortes e de estética gótica.
No teatro, Claudia está em cartaz no Rio de Janeiro com “Festa no Arraial, o Musical”, inspirado em “Sonho de uma Noite de Verão”, de William Shakespeare. Ela interpreta Tânia Flores, uma vilã cômica, e canta “Espumas ao vento”, de Fagner.
Entre os próximos desejos da atriz estão “Um bonde chamado desejo”, de Tennessee Williams, e “A megera domada”, de Shakespeare. Claudia também mencionou um projeto pessoal ainda não divulgado e disse que já pensa no ano que vem.







