João Fontenele já pensa no que vem depois de Sebastião, personagem de A Nobreza do Amor. Para o próximo trabalho, o ator deseja se afastar do perfil do secretário do prefeito de Barro Preto e viver alguém ligado à ação, à investigação e às cenas de luta.
Um novo desafio no cinema
A ideia tem relação com os filmes que fizeram parte da infância de João, incluindo produções de super-heróis que ele assistia com o pai. “É um desejo afetivo”, explica.
Além de esperar novas oportunidades na televisão e no cinema, o ator trabalha em projetos próprios. Ele prepara Não Vamos Falar de Amor, seu primeiro monólogo, que pretende levar aos palcos, e desenvolve um curta-metragem para o circuito de festivais. João também trabalha no argumento de seu primeiro longa-metragem.
O monólogo, segundo o ator, representa uma tentativa de conquistar mais independência profissional e apresentar suas pesquisas, histórias e atuação em um trabalho solo.
O balanço de Sebastião
Na novela, Sebastião também é chamado de Bastião e Língua de Afofô. Vereador e secretário do prefeito, o personagem se tornou uma presença constante nas informações que circulam por Barro Preto.
A relação conturbada com Virgínia, interpretada por Theresa Fonseca, fez o público torcer pelo casal, mesmo com as atitudes de Sebastião. João diz que se surpreende com essa torcida e avalia que ela revela a complexidade dos dois personagens e a possibilidade de transformação pelo amor.
A repercussão chegou também aos encontros do ator com o público. Ele conta que já foi abordado por espectadores que conversam com ele como se fosse o secretário, em tom de brincadeira. Para João, essas situações mostram o impacto da televisão.
Com o fim da novela previsto para 6 de novembro, o ator afirma que sentirá falta dos colegas, da parceria com Theresa Fonseca e do trabalho construído para ajustar a relação entre os personagens. Ele também destaca a convivência com Fábio Lago, com quem dividiu cenas e criou uma amizade.
Medos e próximos passos
A despedida de Sebastião acontece enquanto João encara as incertezas da profissão. Com experiências em cinema, teatro e televisão, além de trabalhos como diretor, roteirista e produtor, ele admite que ainda teme a escassez de oportunidades e o esquecimento durante os períodos longe das telas.
O ator afirma que, por muito tempo, recebeu mais negativas do que convites, algo que o fez desistir da carreira algumas vezes. Hoje, diz lidar com essa instabilidade com mais tranquilidade, embora ainda esteja aprendendo a enfrentar os “nãos”.







