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De Bowie a Jorge Ben: os discos que definiram a música de 1976
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Música

De Bowie a Jorge Ben: os discos que definiram a música de 1976

Uma seleção com 76 álbuns percorre o ano em que o dub, o punk, a disco, o samba e o rock dividiram espaço nas rádios e nas lojas.

O ano de 1976 colocou lado a lado estilos que pareciam não caber na mesma vitrine. A disco dominava as pistas, enquanto o dub jamaicano, o punk do CBGB, o country fora da lei e o stoner rock ganhavam espaço. No meio dessa mistura, Stevie Wonder, Kiss, Peter Frampton, Rush, Eagles, ABBA e muitos outros lançaram trabalhos que continuam associados ao período.

A seleção de 76 álbuns também passa por rock progressivo, soul, folk, metal, blues de Chicago, samba brasileiro e funk de Nova Orleans. Entre as estreias lembradas estão Ramones, Boston, Blondie e The Runaways. A lista ainda reúne trabalhos de Joni Mitchell, Jackson Browne, Bob Dylan, Al Green e Warren Zevon, além de discos de Donna Summer, Patti Smith, Jorge Ben, Marvin Gaye, Led Zeppelin, Queen e The Rolling Stones.

Do punk ao dub

O punk aparece com a estreia dos Ramones, marcada por guitarras rápidas e músicas de três acordes, e com The Modern Lovers, de Jonathan Richman. Blondie e The Runaways completam esse recorte. Já o dub está representado por King Tubbys Meets Rockers Uptown, de Augustus Pablo, álbum criado com músicos como Robbie Shakespeare, Earl “China” Smith e Carlton “Carlie” Barrett e mixado no estúdio de King Tubby, em Kingston.

Station to Station, de David Bowie, é apresentado como uma obra central de sua carreira, enquanto Hejira, de Joni Mitchell, transforma uma viagem pela estrada em um conjunto de canções que combina jazz e música tradicional. Também aparecem Coney Island Baby, de Lou Reed; Joan Armatrading, álbum homônimo da cantora e compositora; e Warren Zevon, produzido por Jackson Browne.

Os grandes discos do ano

Songs in the Key of Life ocupa um lugar de destaque na seleção. O álbum duplo de Stevie Wonder aborda nascimento, infância, referências musicais, questões raciais, desigualdade econômica e esperanças para o mundo. O trabalho veio depois de um novo contrato com a Motown por sete anos, com adiantamento de US$ 13 milhões e controle dos direitos editoriais das músicas.

Peter Frampton aparece com Frampton Comes Alive!, enquanto o Rush viaja para 2112, o ABBA chega com Arrival, o Kiss está representado por Destroyer e Rock and Roll Over, e os Eagles entram com Hotel California. Também estão na relação Boston, de Boston; Blackheart Man, de Bunny Wailer; Africa Brazil, de Jorge Ben; Car Wash, de Rose Royce; e The Wild Tchoupitoulas, do grupo homônimo.

A lista inclui ainda álbuns de James Brown, George Harrison, Bob Marley, Peter Tosh, AC/DC, Billy Joel, Thin Lizzy, Electric Light Orchestra, Rainbow, Parliament, Steely Dan, Aerosmith, Lou Reed, The Band, Neil Young & Stephen Stills, Linda Ronstadt, Emmylou Harris e Kate & Anna McGarrigle.

Para fechar, a seleção recupera sucessos que chegaram ao primeiro lugar nas rádios, como “Disco Duck”, “Play That Funky Music”, “A Fifth of Beethoven”, “Convoy” e “Afternoon Delight”. O recorte, porém, privilegia os álbuns que atravessaram o tempo e ainda soam como retratos daquele ano musicalmente diverso.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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