A turnê Loop, de Ed Sheeran, perdeu todos os artistas convidados para as apresentações depois que Macklemore foi retirado da programação em meio a uma disputa sobre manifestações de apoio aos palestinos. Finneas não fará mais a abertura da próxima etapa sul-americana, prevista para começar em novembro. Lukas Graham e Aaron Rowe também desistiram das datas restantes na América do Norte, enquanto a banda irlandesa Beoga anunciou que não seguirá acompanhando Sheeran no palco.
Finneas comunicou a saída pelo Instagram e afirmou que decidiu abandonar os compromissos por solidariedade à Palestina e ao povo palestino. O cantor e compositor é conhecido pelo trabalho com a irmã, Billie Eilish.
Graham declarou que não conseguiria continuar enquanto não pudesse falar sobre guerra, civis mortos e crianças afetadas pelos conflitos. Apesar da decisão, disse amar Sheeran e ser grato pelo período compartilhado na turnê. Rowe afirmou que não permitiria que pessoas com poder financeiro silenciassem manifestações contra o que chamou de genocídio israelense. Também relacionou sua posição à história da Irlanda, mencionando genocídio, fome forçada e ocupação violenta.
Grupos humanitários e uma comissão das Nações Unidas classificaram como genocídio as ações de Israel em Gaza. Israel e seus aliados, entre eles os Estados Unidos, rejeitam essa caracterização.
A saída de Macklemore
A Beoga, banda de folk tradicional irlandês que participava de uma sequência de músicas durante o show, disse que deixou a turnê depois do que chamou de silenciamento de Macklemore por grupos de lobby sionistas. O conjunto afirmou ter apoiado a mensagem apresentada pelo rapper e defendeu o diálogo como caminho para apoiar a causa palestina.
Macklemore foi retirado da programação na segunda-feira, depois que locais de shows informaram que não permitiriam as apresentações caso ele permanecesse. O rapper havia demonstrado solidariedade a pessoas em Gaza e na Cisjordânia ocupada, gritado “Free Palestine” e apresentado “Hind’s Hall”, música sobre manifestantes pró-Palestina na Universidade Columbia, durante shows no MetLife Stadium.
Em um comunicado, Macklemore disse que Robert Kraft, dono do New England Patriots, liderou a pressão para que Sheeran o dispensasse. Kraft confirmou que não permitiria a apresentação do rapper no Gillette Stadium, estádio que possui. Ele citou ações recentes, materiais exibidos no palco e um histórico que classificou como antissemita e ofensivo à comunidade judaica. Kraft não respondeu à acusação de ter mobilizado outros proprietários de estádios.
Sheeran afirmou que a retirada não partiu dele, mas do promotor Messina Touring Group, após a pressão dos locais. Representantes do cantor não responderam aos pedidos de comentário sobre as saídas de Finneas, Rowe e Beoga.







