Tudo o que está em cena
Macklemore detalha saída da turnê de Ed Sheeran após falas sobre a Palestina
Foto: Kristy Sparow/Getty Images
Música

Macklemore detalha saída da turnê de Ed Sheeran após falas sobre a Palestina

Rapper afirmou que donos de estádios pressionaram Sheeran e disse não se arrepender de defender a causa palestina nos shows.

Macklemore afirmou que não se arrepende de ter defendido a Palestina nos shows da Loop Tour e disse que sua retirada da turnê de Ed Sheeran ocorreu após pressão de donos de estádios. O rapper falou sobre o caso em uma publicação no Instagram.

Ele contou que Robert Kraft, proprietário do New England Patriots, teria ligado para Sheeran na segunda-feira passada. Um show de Macklemore estava marcado para o final deste mês no Gillette Stadium, pertencente ao Kraft Group. Segundo o rapper, Kraft teria dito que ele não poderia se apresentar no local e mobilizado outros proprietários de estádios.

Macklemore relatou que Sheeran recebeu um ultimato: caso o rapper continuasse na turnê, não poderia tocar em determinados estádios. A Messina Touring Group, responsável pela etapa estadunidense da Loop Tour, informou que as casas de shows das próximas datas não permitiriam a participação de Macklemore. A empresa afirmou que a decisão evitaria o cancelamento da turnê e o impacto sobre centenas de milhares de fãs.

A conversa entre Macklemore e Sheeran

Macklemore participou de dois shows no estádio MetLife, em 4 e 5 de setembro. Ele estava programado para se apresentar em oito dos dez shows restantes da turnê de Sheeran nos Estados Unidos, mas foi afastado das próximas datas.

O rapper disse que Sheeran estava em uma situação complicada porque sua postura tipicamente apolítica estava sendo desafiada. De acordo com Macklemore, o cantor afirmou que as expressões “Palestina Livre” e a imagem da bandeira palestina eram ofensivas para muitas pessoas com quem conversava.

Macklemore também declarou que os dois são amigos há 13 anos e comparou a relação à de irmãos. As conversas da semana passada, segundo ele, foram baseadas em amor e respeito, mas terminaram com uma discordância fundamental sobre a forma de tratar o conflito na Palestina.

O rapper afirmou que entende por que muitas pessoas evitam tomar posição, já que isso pode afetar dinheiro, contratos de marca, patrocínios, festivais, apresentações privadas, relacionamentos e acesso. Ele disse ter perdido tudo isso, mas defendeu que não existe neutralidade entre opressor e oprimido.

Discursos nos shows

Na primeira apresentação como atração de abertura, Macklemore pediu uma “Palestina Livre”, declarou solidariedade às pessoas de Gaza e da Cisjordânia e exibiu imagens da destruição na região. Ele também cantou “Hind’s Hall”, música de protesto.

Na segunda noite em Nova York, o rapper se dirigiu aos integrantes judeus da plateia. Ele afirmou que críticas a Israel, ao apartheid e ao genocídio não eram críticas a essas pessoas e disse que sua mensagem era de paz, amor e tratamento digno, respeitoso e igualitário para todos.

As declarações provocaram críticas do Conselho Israelense-Americano e da cantora Pink, que acusou Macklemore de fazer propaganda anti-Israel. Mesmo assim, ele afirmou que se posiciona a favor da Palestina há três anos e espera que a amizade com Sheeran continue.

Macklemore também declarou que o cancelamento dos shows é um problema pequeno diante do deslocamento, da fome e das mortes de palestinos. Na postagem, afirmou que mais de 20.000 crianças foram mortas somente em Gaza e que pessoas continuam sendo mortas.

Ao encerrar o texto, o rapper disse que não precisava dos 10 shows de Sheeran, mas de 2 oportunidades para falar diante de 90 mil pessoas. “Palestina Livre”, escreveu, ao explicar que não se arrepende de ter usado sua voz em defesa da causa.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5