O Avenged Sevenfold encerrou sua apresentação no Rock in Rio 2026 com “Cosmic”, uma escolha considerada ousada para a última música do set. A banda americana, porém, concentrou a maior parte do show em faixas conhecidas e manteve a proposta de agradar aos fãs em um palco de grandes proporções.
A performance aconteceu no domingo, 5, depois de um atraso de 30 minutos aparentemente causado por problemas nos telões. A espera não levou a cortes no repertório, e o grupo também não explicou o motivo ao público. Quando entrou em cena, abriu a apresentação com “Nightmare” e “Afterlife”, tendo “Magic” entre as primeiras músicas.
Mudanças no repertório
Em relação às apresentações feitas no Brasil no início do ano, o grupo recuperou “Shepherd of Fire”, faixa de Hail to the King (2013), e passou a incluir “Seize the Day” de forma definitiva. Meses antes, a balada havia sido tocada apenas de improviso.
A ausência mais sentida foi “So Far Away”, música associada à homenagem ao baterista The Rev. O repertório também teve “Buried Alive”, “The Stage”, “Bat Country”, “Unholy Confessions”, acompanhada de solo de bateria, e “A Little Piece of Heaven”.
A formação reuniu M. Shadows nos vocais, Synyster Gates e Zacky Venegance nas guitarras, Johnny Christ no baixo e Brooks Wackerman na bateria. M. Shadows pareceu mais desgastado vocalmente do que no começo do ano e adaptou sua atuação com trechos entregues à plateia e mais espaço para os outros integrantes cantarem.
Durante a apresentação, o vocalista pediu que os fãs deixassem de lado disputas sobre qual artista é melhor. Antes de “Seize the Day”, afirmou: “Somos todos amigos”. Mais tarde, ao apresentar “M.I.A.”, citou a influência do Iron Maiden e perguntou se a reação mais tímida do público tinha relação com a chuva fina.
O Bring Me the Horizon havia empolgado mais na apresentação anterior do palco Mundo. Ainda assim, o Avenged Sevenfold reafirmou sua presença como headliner, embora o show tenha sido considerado menos empolgante que o do Rock in Rio 2024 e o realizado em São Paulo no começo do ano.
A banda passou por uma fase experimental em The Stage (2016) e Life is But a Dream… (2023), além de lançar o EP eletrônico Statica (2026) sob um codinome. No palco, entretanto, segue apoiada principalmente no repertório antigo.







