A homenagem a Rita Lee encerrou a apresentação conjunta de Black Pantera e Nervosa no Rock in Rio. As bandas tocaram “Obrigado Não”, faixa menos conhecida da cantora, mas escolhida por sua letra simbólica, com integrantes dos dois grupos no palco.
O encontro foi anunciado como “Black Pantera convida Nervosa” e começou com mais espaço para a banda de Uberaba (MG), que participou do festival pela terceira vez. O grupo apresentou cinco músicas sozinho, entre elas “Hórus” e “Obsoleto”, do álbum mais recente, além de “Padrão é o Car*lho”, “Fogo nos Racistas” e “Tradução”. Dedicada às mães dos fãs e dos integrantes, a última também trouxe uma declaração contrária à escala 6×1.
A participação da Nervosa aconteceu em diferentes momentos. Prika Amaral apareceu primeiro, sem a guitarra, para cantar “Serotonina”, música do Black Pantera, ao lado dos anfitriões. Depois, Helena Kotina, Emmelie Herwegh e Michaela Naydenova entraram no palco, respectivamente, com guitarra, baixo e bateria.
Com o quarteto da Nervosa sozinho, foram executadas “Ghost Notes” e “Slave Machine”. Em “Endless Ambition”, Charles Gama voltou à apresentação. Na parte final, os integrantes das duas bandas tocaram juntos novamente.
Formado em Uberaba, o Black Pantera combina hardcore, groove e letras em português, com mensagens antirracistas. A Nervosa foi criada em São Paulo (SP), hoje está radicada na Grécia e reúne integrantes de diferentes países. O grupo é formado apenas por mulheres e trabalha com uma abordagem mais técnica e tradicional do thrash metal.
As bandas têm trajetórias e estilos distintos, mas apresentam composições questionadoras e enfrentam padrões da música pesada, um ambiente descrito como pouco convidativo a mulheres e negros. No palco, essa aproximação reuniu as duas formações em uma apresentação marcada também pela participação de Prika na música do Black Pantera e pelo tributo a Rita Lee.







