RIO DE JANEIRO — O Bring Me the Horizon transformou sua participação no Rock in Rio 2026 em uma apresentação de grande escala, com narrativa visual, interação constante e mudanças de direção musical. No sábado, 5, a banda ocupou o palco durante o dia do metal e combinou metalcore, pop e hyperpop em um repertório que passou por diferentes fases de sua carreira.
Oli Sykes conduziu o espetáculo com conversas em português, pedidos para o público formar rodas e momentos de contato direto com a plateia. O vocalista é casado com a brasileira Alissa Salls e tem residência em Caraguatatuba, no litoral de São Paulo. A proximidade com o país também apareceu na maneira como ele se comunicou com o público.
Antes do início, os telões exibiram uma interface de videogame com estética associada ao PlayStation 2. As câmeras já buscavam os fãs próximos à grade, reforçando a proposta interativa da apresentação. A formação teve Matt Nicholls na bateria, Lee Malia na guitarra e Matt Kean no baixo, além do guitarrista de turnês John Jones.
A banda abriu o repertório com “DArkSide”, faixa pop da fase recente, mas marcada por guitarras pesadas. “The House of Wolves” trouxe uma abordagem mais agressiva, enquanto “Happy Song” destacou refrães feitos para serem cantados por multidões. Em “Teardrops”, o grupo equilibrou melodia acessível e peso, com Oli pedindo que todos pulassem.
A sequência também incluiu “Dehumanized”, faixa de metalcore com guturais e screams ligada à regravação de Count Your Blessings (2006), além de “Kool-Aid” e “Shadow Moses”. Em “Kingslayer”, a participação vocal do Babymetal foi mantida por meio de uma base gravada. “Pray for Plagues”, também de Count Your Blessings (2006), recuperou o deathcore dos primeiros anos da banda. Um fã identificado como JP participou desse momento.
Na reta final, “Doomed” desacelerou o show antes de “Drown”, quando Sykes desceu até a plateia. “Throne” retomou a dimensão grandiosa da apresentação, encerrada em tom pop por “Can You Feel My Heart”.
O repertório ainda teve “Project Angel Dust” / “Kool-Aid” e “Itch for the Cure (When Will We Be Free?)” / “Kingslayer”. A apresentação ocorreu depois de a banda lotar um estádio em São Paulo no fim de 2024 e marcou uma nova passagem pelo festival sem o tecladista Jordan Fish, que deixou a formação em 2023, após uma década no grupo.







