O Sepultura dedicou seu último show no Rock in Rio a músicas da fase Derrick Green. A apresentação deste sábado, 5, percorreu a trajetória iniciada quando o vocalista entrou na banda, em 1997, e também incluiu as quatro faixas do EP The Cloud of Unknowing (2026).
A escolha colocou no centro um período marcado por mudanças na formação. Green assumiu os vocais após a saída de Max Cavalera e permaneceu no grupo por mais tempo, além de gravar mais álbuns que o antecessor. A banda também passou pela saída de Igor Cavalera e, durante a turnê de despedida, trocou Eloy Casagrande por Greyson Nekrutman na bateria.
Repertório entre fases
Com Andreas Kisser na guitarra e Paulo Jr no baixo, o Sepultura apresentou faixas como “Against”, “Choke”, “Kairos”, “Mind War” e “Sepulnation”. O setlist ainda teve “Phantom Self”, de Machine Messiah (2017), “Means to an End”, de Quadra (2022), e “All Souls Rising”, do EP mais recente.
As músicas novas “Beyond the Dream” e “Sacred Books”, que estreou ao vivo, tiveram menor adesão do público em comparação com faixas mais antigas. Ainda assim, a apresentação também mostrou o lado mais sofisticado do grupo em canções como “Phantom Self” e “Means to an End”.
A presença de Green foi tratada como símbolo da continuidade do Sepultura após diferentes momentos de instabilidade. Andreas Kisser já afirmou que o vocalista possibilitou a permanência da banda, e o repertório escolhido reforçou essa fase como parte essencial da história do grupo.
O show no Rock in Rio aconteceu antes da despedida real do Sepultura em São Paulo. Em vez de apostar somente na nostalgia, a banda encerrou sua participação no festival destacando canções compostas e gravadas durante a era Green.







