PARIS — Céline Dion voltou a fazer um show completo após seis anos no último sábado, 12, em Paris. A apresentação abriu uma residência de 16 noites na Plenitude Arena, antiga La Défense Arena, diante de cerca de 30 mil espectadores.
A cantora se emocionou durante a estreia e contou que havia prometido a si mesma que não choraria. Depois de cantar “On ne change pas”, ela afirmou estar feliz por reencontrar o público e agradeceu o apoio recebido ao longo do período em que ficou afastada dos palcos.
Em 2022, Dion foi diagnosticada com a síndrome da pessoa rígida, uma condição neurológica rara associada a rigidez e espasmos musculares. A trajetória da artista durante esse período foi retratada no documentário Eu Sou Celine Dion, lançado pela Amazon Prime em 2024.
Repertório e mensagem ao público
Durante quase duas horas e meia, Céline Dion apresentou sucessos como “The Power of Love”, “Because You Loved Me”, “Pour que tu m’aimes encore”, “All By Myself”, “I’m Alive” e “My Heart Will Go On”.
A cantora também falou sobre a convivência diária com a doença e sobre as dificuldades enfrentadas por diferentes pessoas. Para ela, a música pode transformar energia e emoções em uma experiência compartilhada. A apresentação incluiu momentos para cantar, dançar e celebrar.
A produção foi idealizada por Willo Perron, diretor criativo franco-canadense vencedor do Grammy que já trabalhou com Rihanna, Drake e Beyoncé. O espetáculo teve trocas de figurino, interlúdios visuais e um cenário cinematográfico, pensado como uma representação dos capítulos da carreira de Dion e do retorno aos palcos em Paris.
No fim do show, a artista agradeceu à equipe que trabalhou nos bastidores e declarou seu carinho pela plateia.
Agenda da residência
As apresentações acontecem às quartas, sextas e sábados, ao longo de um mês, com início em 12 de setembro e encerramento em 17 de outubro. A cantora também fará 10 shows adicionais entre 8 e 29 de maio de 2027. Essas datas foram incluídas após uma demanda recorde por ingressos.
Os shows haviam sido planejados originalmente para 2020, como parte da turnê mundial Courage. As apresentações foram adiadas primeiro por causa da pandemia da Covid-19 e depois pelos problemas de saúde da cantora.
A expectativa é que a residência gere € 1 bilhão para a França, aproximadamente R$ 5,95 bilhões. O valor seria quatro vezes superior ao impacto dos shows de Beyoncé em Paris em 2025 e equivalente a cerca de um quinto da arrecadação dos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
Embora esse seja o primeiro conjunto de shows de Dion como atração principal em seis anos, ela participou de aparições especiais. Em 2024, apresentou “Hymne à L’amour”, de Édith Piaf, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris. Também cantou “The Power of Love” e “I’m Alive” no desfile de moda 1001 Seasons of Elie Saab, na Arábia Saudita.







